Labor #2

Por motivos de força maior o projecto Labor#2 sofreu uma interrupção nos Municípios da Moita e de Oeiras. Retoma no Município de Sesimbra nos dias 5 e 6 de Junho e terá a sua conclusão nos municípios de Abrantes e Santarém em Dezembro de 2015
Obrigada pela compreensão!

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes 

Print_OG_SEC_4C_H_FCdgartes_logo

Posted in TdV | Leave a comment

LABOR #2

Labor#2_Teatro do Vestido_©João Tuna_001 ©João Tuna

LABOR #2 | 29 e 30 de Abril | 21h30 | Espaço Memória, Barreiro

Labor #2 faz parte de um projecto teatral do Teatro do Vestido em várias partes sobre a história, função e contradições do trabalho. O trabalho “edifica,” “liberta,” “confere dignidade,” “identidade” – dizem-nos, e desde cedo começámos a pensar no que ‘queríamos ser’, ou ‘aquilo em que queríamos trabalhar.’ A sociedade moderna, como a conhecemos, organizou-se e organiza-se em função do trabalho. Mas mudanças subtis tomaram conta da realidade desta sociedade moderna na qual crescemos, e têm vindo a operar uma transformação no lugar central que o trabalho ocupava até agora. O desemprego galopante – e por vezes escondido por estatísticas enganadoras que contabilizam trabalho precário e estágios profissionais como se de emprego real se tratasse – o esvaziamento dos sindicatos, as questões da contratação colectiva, os polémicos acordos da concertação social, as sucessivas greves – tudo isto nos levou a sair da sala de ensaio para as ruas de algumas cidades a ver o que resta, então, do trabalho – e que lugar é que este ocupa ainda hoje na nossa sociedade. Em Labor #2, investigamos realidades laborais particulares dos concelhos do Barreiro, Moita, Sesimbra, Oeiras, Abrantes e Santarém. Movemo-nos no meio das pessoas, das suas histórias de vida, por entre as ruínas de fábricas, salinas, barcos, e as memórias da resistência anti-fascista e de um tempo – o da revolução – em que tudo estava por inventar. Construímos assim uma espécie de teatro documental, o tipo de teatro capaz de expor a realidade nas suas múltiplas facetas, deixando ao espectador a reflexão possível a realizar. O Teatro do Vestido prossegue com este projecto a sua tentativa de compreensão do presente através de uma convocação da história de Portugal, nomeadamente, fragmentos de uma história que considera ‘invisível’ e esquecida. Labor #1 estreou em Julho de 2013 no Teatro Municipal Maria Matos, em Lisboa.

Direcção e texto: Joana Craveiro
Interpretação: Ainhoa Vidal, Estêvão Antunes, Gustavo Vicente, Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Assistente de encenação: Sabine Delgado
Figurinos: Ainhoa Vidal
Direcção técnica: Carlos Ramos
Técnico: José Pedro Sousa
Produção: Cláudia Teixeira
Assistência no terreno: Igor de Brito
Co-produção: Teatro do Vestido e Artemrede
Apoio: Alkantara, Citemor – Festival de Montemor-o-Velho, Dupla Cena e Espaço L – Estação do Lavradio

Duração: 2h30 aprox.
M/12
Custo dos bilhetes: 5€

 

RESERVAS
Auditório Municipal Augusto Cabrita: 212 068 230
Avenida Escola de Fuzileiros Navais (Parque da Cidade)
2830-150 Barreiro
Terça a Domingo, das 14h às 20h

Posto de Turismo do Barreiro: 212 068 287
Mercado Municipal 1º de Maio
Avenida Alfredo da Silva
2830-302 Barreiro
Terça a Domingo, das 9h30 às 13h e das 14h30 às 18h

Os bilhetes reservados deverão ser levantados nos locais indicados até 48h após a reserva.

 

COMO CHEGAR
Espaço Memória
Rua Industrial Alfredo da Silva
Parque Baía do Tejo, rua 17
2831-904 Barreiro

Espaço Memória_ mapa

TÁXIS
Central de Táxis do Barreiro
212 156 008 | 212 157 386 | 914 214 542 | 935 064 113

DE CARRO
Pela Ponte 25 de Abril: siga em direcção à A2 Setúbal; ao km 7,5 saia para o IC1, em direcção a Moita/Montijo/Barreiro. Passe pela portagem em Coina e siga pela esquerda em direcção ao Barreiro. Mantenha-se no IC21; passe uma rotunda e continue em frente até ver uma bomba da GALP do lado esquerdo e um Pingo Doce em frente. Vire à esquerda para o Parque Baía do Tejo. Na rotunda do Mausoléu Alfredo da Silva vire na 3ª à esquerda. Siga em frente e siga as setas para Espaço Memória.

DE BARCO
Os barcos para o Barreiro partem da estação da Transtejo, no Terreiro do Paço. Pode consultar os horários de ida e de volta no site da Transtejo.

DE COMBOIO
Pode viajar de comboio para o Barreiro com partida em Lisboa-Oriente, Entrecampos ou Sete Rios. Consulte os horários no site da CP.

 

LABOR #2
Barreiro | 29 e 30 de Abril
Moita | 15 e 16 de Maio
Oeiras | 29 e 30 de Maio
Sesimbra | 5 e 6 de Junho
Santarém | 11 e 12 de Dezembro
Abrantes | 18 e 19 de Dezembro

 

Co-produção:

ARTEMREDE_2014_juntos

Apoio à produção:

Alkantara_logo  Logo_Citemor_vermelho    dupla cena   Espaço L

 

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes Print_OG_SEC_4C_H_FCdgartes_logo

https://scamquestra.com/17-dokazatelsta-i-probely-afery-41.html

Posted in TdV | Leave a comment

UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS

Teatro do Vestido_©Susana Paiva_004“Há um acordo secreto entre as gerações passadas e a geração actual.”

Walter Benjamin

Em Portugal, na ausência de uma Comissão da Verdade e Justiça, ou algo semelhante, são os activistas, os cientistas sociais, os historiadores, bem como os artistas, quem tem levado a cabo esse paciente trabalho de reconstituição, contra a usura do tempo e das ideologias vigentes que, cada qual à sua maneira e de acordo com a sua agenda, têm procurado – mais do que estabelecer pontos de vista – reescrever a história.

O facto de o ano de 2014 marcar o 40º aniversário do 25 de Abril não é uma coincidência.

Depois da ante-estreia, em Agosto, no Citemor Festival de Montemor-o-Velho, e da participação no Y#11, Festival de artes performativas organizado pela Quarta Parede, temos o prazer de anunciar a estreia absoluta no Negócio/ZDB:

UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS

Teatro do Vestido_©Susana Paiva_007

Este projecto performativo parte de uma pesquisa sobre algumas das memórias da história recente de Portugal, numa perspectiva histórica, política e afectiva, e com base em testemunhos de pessoas comuns – desafiando as grandes narrativas destes três períodos/acontecimentos, que se têm construído sobretudo sobre a ideia de protagonistas militares e políticos. Quisemos saber onde ficavam as pessoas no meio destas memórias, e destas narrativas, e como é que a transmissão deste período crucial da história de Portugal se opera nos dias de hoje. Que omissões, revisões, rasuras estão a acontecer e como e por quem? Que versões da história nos são ensinadas e que outras podemos aprender? Segundo Keith Jenkins, a história e o passado não são a mesma coisa. Segundo Elizabeth Jelin, a memória é uma luta. Segundo Hayden White, a história é uma narrativa. E, por fim, segundo Marianne Hirsch, a 2ª e 3ª gerações são aquilo a que ela chama ‘gerações da pós-memória’. A nossa memória é, portanto, pós e é nessa condição de um ‘outro olhar’ que temos vindo a construir as palestras performativas que fazem parte deste museu, como uma lição de história que não se aprende em nenhuma disciplina que conheçamos – e talvez por isso mesmo estejamos a construir este espectáculo: por nunca o termos podido aprender mesmo quando pedimos que nos ensinassem, que nos contassem como as coisas se tinham ‘realmente’ passado.

Paula Godinho descrevia assim em 2011, o que ela considera ser um fenómeno desde o final dos anos 80, “que passa pela desqualificação dos momentos revolucionários, pela sua avaliação com ressalvas ou pelo completo
banimento, e, concomitantemente, por uma desvalorização do carácter repressivo do Estado Novo,
por imposição de uma agenda política mais generalizada.” e acrescenta: “…falar e escrever acerca de revoluções e revolucionários não está na  moda (…)”

(Paula Godinho, introdução a Aurora Rodrigues, Gente Comum – Uma História na PIDE, Castro Verde: 100 Luz, 2011)

UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS

Investigação, texto, direcção e interpretação: Joana Craveiro
Colaboração Criativa e Assistência: Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Figurinos: Ainhoa Vidal
Desenho de luz: João Cachulo
Produção: Cláudia Teixeira
Assistentes de Produção: Ana Santos e Sabine Delgado

Apoio: Citemor, Festival de Montemor-o-Velho

PRODUÇÃO DO TEATRO DO VESTIDO EM CO-PRODUÇÃO COM A ZDB
NEGÓCIO
Programação: Marta Furtado | Comunicação: Daniela Ribeiro | Imagem: Sílvia Prudêncio | Direcção Técnica: Diogo Fidalgo | Acolhimento: Carlos Alves | Manutenção: Emília Pereira
Rua de O Século nº9 porta 5, Lisboa
Entrada:
12 €, com ceia incluída
Entrada estudantes em grupo (10px ou +):
10€
Reservas:
reservas@zedosbois.org | Tel 213430205
www.zedosbois.org
Duração:
4h30m – com ceia incluída.
A ZDB  e o TdV são estruturas financiadas pelo Governo de Portugal / Secretaria de Estado da Cultura / DGArtes.  A ZDB tem o apoio da C.M.L. O Instituto Financeiro da Segurança Social apoia a ZDB.

https://scamquestra.com/sozdateli/7-fanis-dzhuraev-37.html

Posted in TdV | Leave a comment