UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS

©João Tuna

Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas | Festival de Almada 

10 (16h), 11 e 12 (12h) de Julho  | Teatro-Estúdio António Assunção

Este projecto parte de uma pesquisa sobre as memórias da história recente de Portugal, numa perspectiva histórica, política e afectiva, e com base em testemunhos de pessoas comuns – desafiando as grandes narrativas destes 3 períodos/ acontecimentos, que se têm construído sobretudo sobre a ideia de protagonistas militares e políticos. Quisemos saber onde ficavam as pessoas no meio destas memórias, e destas narrativas, e como é que a transmissão deste período crucial da história de Portugal se opera nos dias de hoje. Que omissões, revisões, rasuras estão a acontecer e como e por quem? Que versões da história nos são ensinadas e que outras podemos aprender? Segundo Jenkins, a história e o passado não são a mesma coisa. Segundo Elizabeth Jelin, a memória é uma luta. Segundo Hayden White, a história é uma narrativa. E, por fim, segundo Marianne Hirsch, a 2ª e 3ª gerações são aquilo a que ela chama ‘gerações da pós-memória’. A nossa memória é, portanto, pós e é nessa condição de um ‘outro olhar’ que construímos estas sete palestras performativas, como uma lição de história que não se aprende em nenhuma disciplina que conheçamos – e talvez por isso mesmo estejamos a construir este espectáculo: por nunca o termos podido aprender mesmo quando pedimos que nos ensinassem, que nos contassem como as coisas se tinham realmente passado.

 O ano de 2014 marcar o 40º aniversário do 25 de Abril não é uma coincidência.

 “There is a secret agreement between past generations and the present one.” (Walter Benjamin)

Em Portugal, na ausência de uma Comissão da Verdade e Justiça[1], ou algo semelhante, são os activistas e cientistas sociais, bem como os artistas, quem tem levado a cabo esse paciente trabalho de reconstituição, contra a usura do tempo e das ideologias vigentes que, cada qual à sua maneira e de acordo com a sua agenda, têm procurado – mais do que estabelecer pontos de vistas – reescrever a história.

Paula Godinho descrevia assim em 2011, o que ela considera ser um fenómeno desde o final dos anos 80, “que passa pela desqualificação dos momentos revolucionários, pela sua avaliação com ressalvas ou pelo completo banimento, e, concomitantemente, por uma desvalorização do carácter repressivo do Estado Novo, por imposição de uma agenda política mais generalizada.” E acrescenta: “…falar e escrever acerca de revoluções e revolucionários não está na moda (…)” (Paula Godinho, introdução a Aurora Rodrigues, Gente Comum – Uma História na PIDE, Castro Verde: 100Luz, 2011)

Investigação, texto, direcção e interpretação: Joana Craveiro
Colaboração criativa e assistência: Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Figurinos: Ainhoa Vidal
Desenho de luz: João Cachulo
Direcção técnica e operação de luz: Carlos Ramos
Produção: Cláudia Teixeira
Assistente de produção: Igor de Brito

Para mais informações, por favor consulte o site do Festival de Almada

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes

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[1]Por exemplo. o Brasil estabeleceu a Comissão Nacional da Verdade em Maio de 2012, para averiguar, esclarecer e reconstituir os acontecimentos e crimes cometidos entre 1946 e 1988, ou como os próprios afirmam, “a busca pela verdade e a promoção da reconciliação nacional.”

https://scamquestra.com/25-yuridicheskaya-chast-afery-questra-world-i-atlantic-global-asset-management-questraworldes-i-atlanticgames-7.html

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UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS

©TUNA-MUSEUvivo-2829©João Tuna

Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas | FITEI 

11 de Junho | 20h30 | TNSJ

Este projecto parte de uma pesquisa sobre as memórias da história recente de Portugal, numa perspectiva histórica, política e afectiva, e com base em testemunhos de pessoas comuns – desafiando as grandes narrativas destes 3 períodos/ acontecimentos, que se têm construído sobretudo sobre a ideia de protagonistas militares e políticos. Quisemos saber onde ficavam as pessoas no meio destas memórias, e destas narrativas, e como é que a transmissão deste período crucial da história de Portugal se opera nos dias de hoje. Que omissões, revisões, rasuras estão a acontecer e como e por quem? Que versões da história nos são ensinadas e que outras podemos aprender? Segundo Jenkins, a história e o passado não são a mesma coisa. Segundo Elizabeth Jelin, a memória é uma luta. Segundo Hayden White, a história é uma narrativa. E, por fim, segundo Marianne Hirsch, a 2ª e 3ª gerações são aquilo a que ela chama ‘gerações da pós-memória’. A nossa memória é, portanto, pós e é nessa condição de um ‘outro olhar’ que construímos estas sete palestras performativas, como uma lição de história que não se aprende em nenhuma disciplina que conheçamos – e talvez por isso mesmo estejamos a construir este espectáculo: por nunca o termos podido aprender mesmo quando pedimos que nos ensinassem, que nos contassem como as coisas se tinham realmente passado.

 O ano de 2014 marcar o 40º aniversário do 25 de Abril não é uma coincidência.

 “There is a secret agreement between past generations and the present one.” (Walter Benjamin)

Em Portugal, na ausência de uma Comissão da Verdade e Justiça[1], ou algo semelhante, são os activistas e cientistas sociais, bem como os artistas, quem tem levado a cabo esse paciente trabalho de reconstituição, contra a usura do tempo e das ideologias vigentes que, cada qual à sua maneira e de acordo com a sua agenda, têm procurado – mais do que estabelecer pontos de vistas – reescrever a história.

Paula Godinho descrevia assim em 2011, o que ela considera ser um fenómeno desde o final dos anos 80, “que passa pela desqualificação dos momentos revolucionários, pela sua avaliação com ressalvas ou pelo completo banimento, e, concomitantemente, por uma desvalorização do carácter repressivo do Estado Novo, por imposição de uma agenda política mais generalizada.” E acrescenta: “…falar e escrever acerca de revoluções e revolucionários não está na moda (…)” (Paula Godinho, introdução a Aurora Rodrigues, Gente Comum – Uma História na PIDE, Castro Verde: 100Luz, 2011)

Investigação, texto, direcção e interpretação: Joana Craveiro
Colaboração criativa e assistência: Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Figurinos: Ainhoa Vidal
Desenho de luz: João Cachulo
Produção: Cláudia Teixeira
Assistente de produção: Igor de Brito

Para mais informações, por favor consulte os sites do FITEI  e do TNSJ

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes

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[1]Por exemplo. o Brasil estabeleceu a Comissão Nacional da Verdade em Maio de 2012, para averiguar, esclarecer e reconstituir os acontecimentos e crimes cometidos entre 1946 e 1988, ou como os próprios afirmam, “a busca pela verdade e a promoção da reconciliação nacional.”
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LABOR #2

Labor#2_Teatro do Vestido_©João Tuna_001 ©João Tuna

LABOR #2 | 5 e 6 de Junho | 21h30 | Cineteatro João Mota, Sesimbra

Labor #2 faz parte de um projecto teatral do Teatro do Vestido em várias partes sobre a história, função e contradições do trabalho. O trabalho “edifica,” “liberta,” “confere dignidade,” “identidade” – dizem-nos, e desde cedo começámos a pensar no que ‘queríamos ser’, ou ‘aquilo em que queríamos trabalhar.’ A sociedade moderna, como a conhecemos, organizou-se e organiza-se em função do trabalho. Mas mudanças subtis tomaram conta da realidade desta sociedade moderna na qual crescemos, e têm vindo a operar uma transformação no lugar central que o trabalho ocupava até agora. O desemprego galopante – e por vezes escondido por estatísticas enganadoras que contabilizam trabalho precário e estágios profissionais como se de emprego real se tratasse – o esvaziamento dos sindicatos, as questões da contratação colectiva, os polémicos acordos da concertação social, as sucessivas greves – tudo isto nos levou a sair da sala de ensaio para as ruas de algumas cidades a ver o que resta, então, do trabalho – e que lugar é que este ocupa ainda hoje na nossa sociedade. Em Labor #2, investigamos realidades laborais particulares dos concelhos do Barreiro, Moita, Sesimbra, Oeiras, Abrantes e Santarém. Movemo-nos no meio das pessoas, das suas histórias de vida, por entre as ruínas de fábricas, salinas, barcos, e as memórias da resistência anti-fascista e de um tempo – o da revolução – em que tudo estava por inventar. Construímos assim uma espécie de teatro documental, o tipo de teatro capaz de expor a realidade nas suas múltiplas facetas, deixando ao espectador a reflexão possível a realizar. O Teatro do Vestido prossegue com este projecto a sua tentativa de compreensão do presente através de uma convocação da história de Portugal, nomeadamente, fragmentos de uma história que considera ‘invisível’ e esquecida. Labor #1 estreou em Julho de 2013 no Teatro Municipal Maria Matos, em Lisboa.

Direcção e texto: Joana Craveiro
Interpretação: Ainhoa Vidal, Estêvão Antunes, Gustavo Vicente, Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Figurinos: Ainhoa Vidal
Participação especial: Altino Cândido e Valdemar Capítulo
Direcção técnica / desenho de luz: Carlos Ramos
Técnico / assistência de luz: José Pedro Sousa
Produção: Cláudia Teixeira
Assistentes de produção: Armando Valente, Igor de Brito
Co-produção: Teatro do Vestido e Artemrede
Apoio: Anacleto António Herdeiros, Casa da Moagem, Citemor – Festival de Montemor-o-Velho, Fotoval

Duração: 2h aprox.
M/12
Custo dos bilhetes: 5€

 

RESERVAS
Cineteatro João Mota: 212 234 034 // cineteatro@cm-sesimbra.pt
Quarta a Domingo, das 16h às 20h

Para fazer a sua reserva, indique, por favor, o seu nome, o seu contacto telefónico e o número de bilhetes a reservar. Os bilhetes reservados deverão ser levantados nos locais indicados até 48h após a reserva.

 

COMO CHEGAR
Cineteatro João Mota
Rua João da Luz, nº 5
2970-762 Sesimbra

DE CARRO
Pela Ponte 25 de Abril: siga em direcção à A2 Setúbal até ao nó do Fogueteiro e, de seguida, pela EN 378. Desça a serra até chegar ao centro da vila. Siga sempre em frente até ao Cineteatro João Mota.

DE AUTOCARRO
Durante o dia pode viajar de autocarro para Sesimbra com partida na Praça de Espanha. Consulte os horários no site dos Transportes Sul do Tejo.

TÁXIS
Zimbratáxis
212 232 035

PARA DORMIR
Hotel Sana Sesimbra // 212 289 000

A Bela Piscosa // 210 897 821

 

Co-produção:

ARTEMREDE_2014_juntos

Apoio à produção:

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O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes Print_OG_SEC_4C_H_FCdgartes_logo

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