Paisagem com Pessoas – Estreia em Monção e continua digressão pelo Alto Minho até 13 de Julho

Paisagem com Pessoas 1_(c) Joao Coutinho Comedias do Minho

 Foto: © João Coutinho | Comédias do Minho

Paisagem com pessoas

uma parte da Viagem a Portugal, do Teatro do Vestido

Estreia 15 Junho, Monção Cine-Teatro João Verde
Digressão Alto Minho até 13 Julho

Como parte do seu projecto mais amplo de reflexão sobre Portugal, que lhe ocupa grande parte de 2019, o TdV tem desenvolvido desde Janeiro deste ano uma colaboração com as Comédias do Minho, para a criação de Paisagem com Pessoas, primeira paragem do projecto Viagem a Portugal.

Anima-nos (ou não nos anima, mas inquieta-nos) a frase de Alexandre O’Neill, “Portugal, questão que tenho comigo mesmo…” Isso. E também nos serviu de inspiração, por exemplo, José Saramago, na obra de cujo título nos apropriámos, e que escreve, “Esta viagem vai no princípio, e sendo o viajante escrupuloso como é, aqui lhe morde o primeiro sobressalto. Afinal, que viajar é este?” (José Saramago, in Viagem a Portugal).

Em Setembro, a nossa Viagem a Portugal parará no Festival Materiais Diversos, em Alcanena; em Novembro em Loulé; e, por fim (mas será mesmo o fim), Viseu, em Dezembro. Mas será outra viagem, se nos entendem. Não será o mesmo elenco, não será o mesmo texto, não será o mesmo espectáculo – como poderia?

Por isso, por ora, Minho. Território amplo e cheio de contrastes, verde, pedra, água. Comédias do Minho, companhia que se funda e que habita o território. E nós aqui dados à costa como quem não sabe, como quem pergunta, como quem quer saber. Longe de casa, sim, à procura, à procura. Sobre este espectáculo que agora estreamos, escrevemos assim:

Paisagem com Pessoas

 

A isto, acrescentaríamos: um projecto que circula por territórios, que afirma, “Lá de cima, vê-se melhor”. Que, com este “lá de cima” está provavelmente a querer dizer: vê-se melhor a partir de dentro.

Monção Cine-Teatro João Verde, 15 e 19  de Junho às 21h30

Valença Antiga Alfândega, 21 e 22 Junho às 21h30

Paredes de Coura Centro Cultural, 29 e 30 Junho às 22h00

Vila Nova de Cerveira Auditório Fórum Cultural, 5 e 6 de Julho às 21h30

Melgaço Casa da Cultura, 12 e 13 Julho às 21h30

Entrada Livre, sujeita à lotação das salas

TEXTO E DIREÇÃO Joana Craveiro COCRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Comédias do Minho: Joana Magalhães, Luís Filipe Silva e Rui Mendonça. Teatro do Vestido: Ana Lúcia Palminha, Estêvão Antunes, Rosinda Costa e Tânia Guerreiro MÚSICA (composição e interpretação) Francisco Madureira FIGURINOS Tânia Guerreiro DESENHO DE LUZ Vasco Ferreira ASSISTÊNCIA, MANIPULAÇÃO DE DOCUMENTOS E OPERAÇÃO VÍDEO DIRECTO Mafalda Pereira DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO Comédias do Minho: Pedro Morgado. Teatro do Vestido: Alaíde Costa CO-PRODUÇÃO Comédias do Minho e Teatro do Vestido
Francisco Madureira e Mafalda Pereira participam nesta criação ao abrigo de um estágio curricular da ESAD.CR.

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Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

DGARTES

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OCUPAÇÃO

©João Paulo Serafim

OCUPAÇÃO

24 a 30 de Abril | 21h | Teatro São Luiz

O Teatro do Vestido, sob a direcção de Joana Craveiro, leva a cabo um projecto teatral de ocupação do Teatro São Luiz, a partir da sua história e memória, e o seu papel presente e futuro durante o século XXI. A ideia de ocupar um teatro é uma ideia política, uma ideia perigosa, quase, num tempo em que rareiam os espaços para habitar esta cidade. E para trabalhar nela. Ocupar, pois claro. Chegar, e ficar. Mesmo sem permissão. Falemos disso. Um espectáculo documental de investigação, onde não só o que se passava dentro de portas merece ficar registado, mas também nos espaços envolventes – ou não estivesse o Teatro Municipal São Luiz situado paredes meias com a antiga sede central da PIDE em Lisboa; ou não se tivessem muitos dos manifestantes refugiado junto ao São Luiz e dentro dele, no 25 de Abril de 1974, em que a PIDE abriu fogo sobre a multidão reunida na Rua António Maria Cardoso. Para esta criação, a companhia mobiliza os seus companheiros de armas de sempre, a totalidade do núcleo duro criativo com quem tem colaborado ao longo dos anos, e pretende angariar figurantes e estagiários para participarem num espectáculo evocativo, comemorativo, reconstitutivo – de acordo com a singular poética documental, política e site specific que é a marca do trabalho do Teatro do Vestido.

Direcção, concepção, texto: Joana Craveiro
Interpretação: Alexandra Freudenthal, Ana Lúcia Palminha, Carlos Fernandes, Carlos Nery, Daniel Moutinho, Elisabete Rito, Estêvão Antunes, Francisco Madureira, Gustavo Vicente, Inês Minor, Inês Rosado, João Diogo Ferreira, João Silvestre, Lavínia Moreira, Mafalda Pereira, Maria Emília Castanheira, Maria José Baião, Rosinda Costa, Simon Frankel, Tânia Guerreiro, Tozé Cunha, Vera Bibi, Violeta D’ Ambrósio
Assistência de encenação: Daniel Moutinho, João Diogo Ferreira, Vera Bibi
Música: Francisco Madureira / “Non”, tema de Miguel Bonneville
Figurinos: Tânia Guerreiro
Cenografia: Carla Martinez
Desenho de luz: João Cachulo
Materiais de arquivo e imagem: João Paulo Serafim
Apoio à investigação: Daniel Moutinho, João Diogo Ferreira
Participação especial: Beatriz Filomeno, Carolina Faias
Cabelos: Alexandre Carrilho
Costureira: Inocência Rocha
Produção: Cláudia Teixeira, Filipa Ribas, João Diogo Ferreira
Apoio: Teatro Nacional D. Maria II

Uma encomenda São Luiz Teatro Municipal em co-produção com o Teatro do Vestido.

Elisabete Rito, Francisco Madureira, Inês Minor e Mafalda Pereira participam nesta produção ao abrigo de um estágio curricular da ESAD.CR

Joana Craveiro é artista residente do Teatro Viriato.  Elisabete Rito, Francisco Madureira, Inês Minor e Mafalda Pereira participam nesta produção ao abrigo de um estágio curricular da ESAD.CR

O espectáculo decorre em percurso. Não é adequado a pessoas com mobilidade reduzida e é aconselhável o uso de calçado confortável e agasalhos.

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Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

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ERA UMA VEZ UM PAÍS ASSIM

 

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ERA UMA VEZ UM PAÍS ASSIM – CONTAR BEM CONTADAS A DITADURA E A REVOLUÇÃO

1 a 7 de Abril | Teatro São Luiz

No País Assim chamado Portugal e durante 48 anos, houve uma Ditadura (palavra difícil). Dura e duradoura, estava aqui para ficar, e para mandar, e para controlar, e para meter assim dentro do coração das pessoas um medo gelado daqueles que circula pelo sangue todo. No meio desta noite de 48 anos, havia pessoas que, às escondidas, lutavam, lutavam, para que um dia chegasse uma outra coisa mesmo boa começada por L. E um dia aconteceu. Foi na noite de 25 de Abril de 1974. Essas pessoas que tinham lutado às escondidas, puderam agora sair para a rua a escrever a tal palavra – Liberdade. E foi quando começou uma coisa a que se chamou Revolução. As revoluções são ventos que revolvem tudo e deixam aquilo que conhecemos de pernas para o ar e fazem-nos descobrir coisas que ainda não conhecíamos.

Texto e direcção Joana Craveiro; Co-criação e interpretação  Estêvão Antunes, Francisco Madureira, Inês Rosado e Tânia Guerreiro; Música/Sons Francisco Madureira Figurinos: Ainhoa Vidal; Iluminação: João Cachulo; Produção: Cláudia Teixeira; Assistência de produção Elisabete Rito, Inês Minor e João Ferreira; Co-produção: Teatro do Vestido e São Luiz Teatro Municipal Agradecimentos Teatro Meridional

Joana Craveiro é artista residente do Teatro Viriato.  Elisabete Rito, Francisco Madureira, Inês Minor e Mafalda Pereira participam nesta produção ao abrigo de um estágio curricular da ESAD.CR

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Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

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