Teatro do Vestido recebe menção honrosa da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro

No texto da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro pode ler-se:

Joana Craveiro e o Teatro do Vestido: Desde 2001 que Joana Craveiro e o Teatro do Vestido têm vindo a desenvolver uma actividade aberta a todas as formas de arte, atenta a todos os cidadãos e curiosa de tudo o que se passa no mundo em que as pessoas vivem. Registo e memória, erudito com os pés na terra, original e trivial, socialmente preocupado e interveniente, o Teatro do Vestido alia como poucos, no seu percurso, a estética e a ética. A companhia comemorou em 2011 dez anos de existência com um espectáculo especial – [agora já tinham passado dez anos e] nem sombra deles em lado algum - num ano em que a sua actividade não se resumiu, contudo, a esse evento. Seria praticamente impossível passar à margem desta data e desta realidade.

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Em criação, no espaço Teatro do Vestido.

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Esta é a Minha Cidade e Eu Quero Viver Nela – Edição Porto

ter-sex 21h30
M/12bilhetes
Fnac, TNSJ, TeCA, www.ticketline.pt

MSBV
Mosteiro de São Bento da Vitória
4050-543 Porto
T 22 340 19 00

Linha Verde
800-10-8675

Esta é a Minha Cidade e Eu Quero Viver Nela é um projecto que parte da cidade, da vivência que nela se constrói dia-a-dia, do quotidiano às vezes doloroso dos espaços, dos sentidos que se encontram nas coisas mínimas, nas pessoas, atrás de um muro, de uma esquina, de um banco de jardim, de uma porta fechada, de uma janela entreaberta. É um projecto de colaboração que já conheceu quatro edições em Lisboa e agora se estende ao Porto, sempre com a mesma permissa: o Teatro do Vestido convida criadores exteriores à companhia e durante duas semanas de trabalho intensivo concebe um projecto de intervenção e questionamento da cidade.
Para esta edição especial no Porto, o Teatro do Vestido propõe-se descobrir uma cidade que lhe é, de certa forma, estrangeira, com a ajuda de criadores que a ela pertencem, ou pertenceram, ou se encontram em processo de vir a pertencer. Conduzidos pelos seus olhos, memórias e interrogações, lançam-se como cegos numa cidade nova para poderem vir a desejar viver nela também. Como descobrir uma cidade? “As grandes cidades ensinam, educam, e não com doutrinas roubadas aos livros. Não há aqui nada de académico, o que é lisonjeiro, pois o saber acumulado rouba-nos a coragem”, responde Robert Walser. Coragem – uma palavra-chave para conquistar território desconhecido.

cocriação e direcção
Joana Craveiro

cocriação e interpretação
Ainhoa Vidal
Gonçalo Alegria
Joana Craveiro
Rosinda Costa
Sofia Dinger
Tânia Guerreiro
Victor Hugo Pontes

figurinos
Ainhoa Vidal

participação especial
Margarida Campos
Paulo Ferreira
Rosa Moura
Rodrigo Pereira
Aureliano Silva
Carlos Costa
Márcia Fretias

produção executiva
Joana Vilela
assistência de produção
Raquel Leão

coprodução
Teatro do Vestido
TNSJ

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Activismo, ou o acto de agir sobre a realidade para a transformar.

Para o biénio de 2011-12, o Teatro do Vestido estabeleceu como tema geral o Activismo, ou o acto de agir sobre a realidade para a transformar. Consciente do momento crucial que o país atravessa, apelidado pela generalidade das pessoas como “crise”, o Teatro do Vestido, não querendo negar a realidade dos factos nem utilizar estratégias escapistas, prefere não obstante, ater-se no caracter chinês para “crise” que é “oportunidade”. Por isso chamamos a este momento um momento crucial. Empenhados que estamos em construir um teatro que activamente fale sobre a realidade, à realidade, um teatro dito político naquilo que enuncia como seus vectores de pesquisa – uma relação activa com a realidade do presente e as suas perplexidades e múltiplas perspectivas – desenvolveremos ao longo dos próximos dois anos uma programação consonante com estes pressupostos, e que aposta mais do que nunca numa formação consistente de públicos, através de um serviço educativo directamente relacionado com cada uma das criações, bem como de acções complementares de partilha dos nossos processos de trabalho. Estamos também empenhados numa maior abertura à nossa comunidade envolvente, nomeadamente com a existência do espaço físico da companhia, que se situa no Cais do Sodré.

É nossa convicção de que este é o tempo certo. Certo no sentido em que é o tempo em que vivemos e o tempo em que vivemos é sempre o certo: para alcançar qualquer coisa, para transformar qualquer coisa. Porque acreditamos que os valores do humanismo se devem impor aos do capital e das trocas meramente monetárias. Porque acreditamos neste tempo (como já dissemos), neste mundo, e no nosso papel nele. Porque acreditamos no teatro e no contributo disso. Porque não consideramos que o que fazemos é supérfluo. Porque não acreditamos no discurso que pretende julgar o que é ou não é teatro, o discurso da ausência de dramaturgia em Portugal, o discurso dos subsídio-dependentes, o discurso absurdo de quem não faz a mínima ideia do que fazemos realmente todos os dias e alimenta fantasias (porque são fantasias) do tempo em que os artistas viviam em águas-furtadas num bairro do centro de Paris e morriam de tuberculose (o que de si era também já então uma fantasia). Porque, enfim, nós ainda estamos vivos, estamos aqui, a fazer coisas, ainda a fazer coisas.

Mais do que numa rede económica – a cujos limites e falências todos estamos a assistir e a experienciar – propomos aqui a criação de uma rede essencialmente solidária. E é enquanto companhia de teatro que o fazemos, pois esse é o contributo que podemos prestar à comunidade – um contributo que deriva directamente daquilo que somos e que fazemos.

«…Até poderíamos sonhar com uma comunidade de sonhadores que se juntassem para sonhar o que vem aí.» (John D. Caputo)

Projectos 1º semestre 2012:

Tropeçar: (Digressão) Centro Cultural de Cascais, Teatro Viriato, Centro Cultural de Vila Flor, Espaço do Tempo
(espectáculo encomendado e co-produzido pelo CCB/Fábrica das Artes)

Em Tropeçar misturamos as nossas memórias com as apropriações que fomos fazendo das crianças que observámos, recuperamos perguntas que ainda hoje nos inquietam sem tentarmos dar-lhes resposta (ainda), falamos de jantares de natal, de viagens de carro, de quando mudamos de pele (e dói um pouco), do absurdo de algumas histórias que nos contavam, de quando pensávamos ser invencíveis e da descoberta de não o sermos, de acidentes e percalços, de dificuldades, da parede que se atravessa à nossa frente quando menos esperamos, e da coragem de finalmente a atravessar.

Tropeçar pretende ser mais sobre aquilo que as crianças nos dizem e menos sobre o que nós lhes dizemos a elas.

Zona de Acolhimento

abrir a nossa casa para acolher os sem casa que quiserem fazer do nosso espaço o espaço de apresentação dos seus projectos. Zona de Acolhimento é um projecto semanal (em semanas pré definidas ao longo do ano) e cuja curadoria está a cargo da equipa TdV. Convidamos todos a construir esta comunidade de ideias, partilha, projectos.

Zona da Comunidade

Dias específicos em que o TdV abre o seu espaço à comunidade envolvente – do Cais do Sodré – pretendendo estimular relações de proximidade prolíferas e em que a companhia desempenhe um papel proactivo e positivo na zona em que está inserida. Neste dia, convidamos a comunidade envolvente a expressar-se no nosso espaço, a falar dos seus produtos, dos seus trabalhos, das suas questões – uma comunidade que se vá tornando menos estranha e mais empenhada e partilhada. Numa zona da cidade em rápida transformação e alguma descaracterização, esta Zona pretende registar e relembrar o que já vai passando, bem como o que se vai instalando e que é, também, comunidade.

Esta é a Minha Cidade e Eu Quero Viver Nela – Edição Porto

Originalmente concebido como um projecto de colaboração para intervir sobre espaços de Lisboa, onde o Teatro do Vestido está sedeado, o projecto Esta é a Minha Cidade e eu Quero Viver Nela já contou com três edições, em espaços tão diversos quanto o Largo de Santo Antoninho, o nº 49 da Rua da Barroca (espaço da ZDB), e o Internacional Design Hotel. Em cada uma das edições, um membro do Teatro do Vestido convidou um criador exterior à companhia e, num espaço de duas semanas intensivas, o trabalho foi criado a partir de um lugar, de um tema ou de uma questão suscitada pela cidade.
Para a edição do Porto, e contando com a co-produção do Teatro Nacional de São João, o Teatro do Vestido propôs-se descobrir uma cidade que lhe é, de certa forma, estrangeira, pelos olhos dos que a ela pertencem, ou pertenceram, ou se encontram no processo de vir a pertencer. Conduzidos pelos olhos deles, as memórias deles, as perguntas deles, lançamo-nos como cegos numa cidade nova para podermos vir a desejar viver nela também.
Esta é a minha cidade e eu quero viver nela (edição especial Porto) é uma colaboração entre a equipa do Teatro do Vestido e criadores oriundos da cidade do Porto ou que nela habitam.

Monstro – Projecto de criação a partir da ideia de “Calamidade”

De onde vem este título?
De uma carta que um de nós escreveu a outro, era uma espécie de carta sobre o estado da nação (do mundo?), como se o outro fosse um alienígena ou assim, como se o outro andasse de abalada mas nem sequer no estrangeiro, noutro planeta. E dizia assim:

“CALAMIDADE É O NOME DADO A ESTE MONSTRO que mata o desejo e a possibilidade de conseguir construir
CALAMIDADE É O FIM DO COMBATE DOS COWBOYS CONTRA OS FEDERAIS EM QUE OS FEDERAIS DIZEM O SEGUINTE AO OUVIDO DO PRESIDENTE:
- Senhor Presidente, já não há cowboys, as suas carcaças estão estendidas ao longo das avenidas, estradas e vias públicas. Os pássaros alimentam-se assim há duas semanas.
- O preço das rações desceu, senhor presidente, mas não façamos disso grande alarido.
- Já podemos arrumar o país, senhor, a um canto, depois tratamos dele quando tivermos tempo e for a altura certa, a altura certa senhor.
CALAMIDADE será não apenas os abusos de poder, as violações dos direitos e dos corpos humanos mas também o começo da coisa má humana, o desistir perante o poder pequeno, desistir perante o grande poder, o roubo da vontade e a cedência da mesma por questões hierárquicas e medo do nunca-melhor
CALAMIDADE é a observação não-participante na comédia divina
LOGO TÂNIA, O NOME DISTO QUE ANDAMOS A VIVER NÃO É OUTRO, É CALAMIDADE
a destruição do valor humano em todas as suas intensidades diferentes, do poucochinho à saturação total.”

E ficou Monstro. Porque queremos reflectir neste trabalho acerca daquilo que nos come por dentro e às coisas à nossa volta, e que queremos que pare, que pare, que pare.
Convidámos Maurício Paroni de Castro, encenador brasileiro, de ascendência italiana, residente em São Paulo, mas com vasto trabalho realizado na Europa, para criar connosco este objecto cefalópode, que terá carreira em São Paulo e em Lisboa.
Trabalhando a partir de uma metodologia que apelidou de “deriva” e da qual o Teatro do Vestido já em 2003 se apropriou e adaptou como parte do seu modus operandi de construção criativa, Maurício Paroni de Castro descreve a sua forma de trabalhar com as seguintes palavras: “O exercício da Deriva foi criado para trabalharmos praticamente com o conceito de cartografia emocional. O exercício é, na prática, criar situações reais, em locais públicos, nas quais o ator realiza um deslocamento a partir de premissas previamente determinadas e com um tempo de duração também estipulado. O exercício gera um fluxo de ações que é determinado pelo percurso feito. Ao termino, são feitas as considerações e reflexões acerca do mesmo, para compreender e contextualizar a trajetória emocional. Esse exercício foi o ponto fundamental desta pesquisa, onde os atores são o suporte da dramaturgia, e não o contrário, como costuma-se fazer tradicionalmente. Os ganhos dessa inversão de percurso são de vários níveis: conceitual, criativo e interpretativo.” A “deriva” será, portanto, a base metodológica da construção de Monstro, e existe à partida um grande entendimento artístico entre o Teatro do Vestido e o encenador. Para este projecto estamos também a tentar viabilizar a participação de Janine Rosati, actriz que integra a companhia Manufactura Suspeita, de Paroni de Castro, e Sérgio Romano, actor e criador italiano, que trabalhou durante um largo período de tempo com Paroni de Castro.

Direcção: Maurício Paroni de Castro.
Co-criação/ Interpretação: Joana Craveiro, Tânia Guerreiro
Espaço Cénico, Imagens, Ruído: Gonçalo Alegria
Colaboração: Sérgio Romano, Janine Rosati.

O projecto será criado de raiz em São Paulo, onde terá o seu primeiro conjunto de apresentações, e terá posteriormente a segunda fase do projecto em Outubro/Novembro de 2012 em Lisboa. Este é um projecto pensado para espaços não convencionais da cidade, decorrendo em avenidas, becos, jardins e entradas de prédios de determinadas zonas de São Paulo. Será também utilizado o espaço de um antigo clube de boxe.

Manifesto-me #2
A premissa deste projecto é a mesma que assistiu a Esta é a Minha Cidade e eu Quero Viver Nela: um elemento da companhia convida um criador exterior para colaborar durante duas semanas, e o resultado é uma criação efémera que documenta esse encontro e, no caso específico deste projecto, a reflexão e manifestação activa sobre algo que se tenha muita urgência de dizer hoje, aqui onde estamos.
É condição obrigatória que as apresentações tenham lugar em espaços diversificados e não-convencionais da cidade. Ainda há uma relação com a cidade neste projecto, apesar de a palavra “cidade” ter desaparecido do título.
Como objecto integrante da criação, far-se-á uma publicação, cuja forma, formato, extensão dependerá do encontro entre os dois criadores e da dinâmica de manifestações que forem criadas.

A primeira edição deste projecto decorreu em Dezembro de 2011: Tânia Guerreiro convidou Maria Gil e juntas criaram “Rua da Esperança.”
Em 2012 as 4 edições de “Manifesto-me” serão apresentadas no CITEMOR, Festival de Teatro de Montemor o Novo.

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Brevemente, Tropeçar.

Tropeçar é o mais recente trabalho do TdV. Estamos embrenhados numa sala do CCB sem ver a luz do dia para apresentar o resultado do que é voltar a pensar e olhar para mundo do adultos. É um trabalho que parte das nossas experiencias e memórias, da investigação do universo das crianças. Brevemente mais informações, ficando já aqui a mais importante: Estreamos dia 4 de Junho.

Tropeçar, na Fábrica das Artes, CCB – Sala de Ensaio. De 4 a 9 de Junho.

Mais informações aqui

 

Gonçalo

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Estreia CHEGADAS

Liberdade Provisória – Av. da Liberdade, nº 220 – 3º  | 1250 – 147 Lisboa

24 a 27 de Fevereiro e 2 a 6 de Março 2011, 22h

Chegadas – peça de teatro documental sobre actos de chegar e algumas das implicações desse verbo

Aquele sítio onde paramos vindos de não sei onde. Aquele não lugar. Aquele sorriso que trazíamos, expectantes. Aquele olhar inquieto. Aquela coisa de que nos esquecemos no banco de trás. Aquela pessoa que deixámos para trás. A forma de entrar, de andar, de sair, de procurar com olhos, de tropeçar.

E agora nós éramos pessoas que sabiam perfeitamente estar à altura de qualquer situação.  E agora nós éramos pessoas que não precisavam que as viessem buscar. E agora nós não tínhamos esta sensação de orfandade, e sabíamos o que fazer numa gare vazia, ou à chegada a um aeroporto, ou mesmo à porta de casa naqueles dias em que não encontramos as chaves e tudo vai mal.

Chegadas é um projecto que parte da ideia de chegar, nas suas mais variadas formas. Gostamos de pensar nele como um projecto de teatro documental ou documentário, que começou connosco sentados em diversos locais de chegada a olhar para tudo de olhos espantados e a tirar notas freneticamente em pequenos cadernos discretos que cabiam no bolso de uma gabardine.

Chegadas partiu da ideia de uma de nós (Ela contou-me várias histórias acerca de um tempo em que havia um vidro e conseguíamos ver as pessoas antes que elas chegassem de facto. Ela disse-me que de cada vez que o pai dela partia, eles de despediam como se fosse para nunca mais se verem.)

Chegadas é uma peça, que apesar se já ter sido apresentada em Agosto na Estação Ferroviária de Évora, no âmbito do Festival Escrita na Paisagem, ainda está em construção. Agora numa casa, num terceiro andar na Avenida da Liberdade, em Lisboa. (como é que se encaixa uma peça assim como esta numa casa? Da mesma forma que se encaixa tudo o resto a toda a hora onde já parece não haver mais espaço disponível, respondemos nós)

Em Chegadas recuperamos movimentos e textos que são como que um ensaio geral de actos quotidianos, mil vezes repetidos e vividos, mas que ninguém repara que estão lá. Todos estão demasiado ocupados em vivê-los. Desde há uns anos a esta parte, o Teatro do Vestido tem-se dedicado sistematicamente a uma observação das coisas mínimas do quotidiano com vista a inscrevê-las em objectos performativos que reflictam uma relação íntima com a realidade e transmitam o nosso olhar perplexo (apaixonado?) perante ela.

“Cheguei ontem.

Eles apertam-se ao andar na rua e é difícil saber se o fazem porque têm frio ou porque precisam do conforto da carne humana. Olho para as suas casas de pedra que se estendem a perder de vista, ao longo das margens de cada rio e penso na minha casa e em como nunca mais vou poder voltar. Porque virei costas. E conheço as regras de quando se vira costas a uma coisa: NÃO VOLTARÁS.” (in texto dela quando chega)

Direcção: Joana Craveiro

Criação, Interpretação, Textos: Inês Rosado, Joana Craveiro, Rosinda Costa
Colaboração: Simon Frankel, Tânia Guerreiro
Dramaturgia: Teatro do Vestido
Instalação: Gonçalo Alegria
Vídeo: Manuel Pureza
Assistência de Encenação: Lara Portela
Produção: Joana Vilela

Co-produção: Festival Escrita na Paisagem

Projecto Financiado pelo: Ministério da Cultura/DGArtes

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ZONA #2 Inscrições Abertas

Inspirando-se nos universos de Jorge Luís Borges, Shuiten and Peeters, Italo Calvino, Hugo Pratt, a Zona #2 traça retratos de lugares imaginados e trabalha-os nos modos de performance, escrita e instalação.
O projecto pedagógico Zonas é um laboratório de criação onde os participantes são convidados a desenvolver projectos de criação a solo ou em colectivo com base em pontos de partida diversos que os levem a explorar linguagens e metodologias criativas inspiradas nos processos de criação da equipa do Teatro do Vestido, que coordena estes laboratórios.
Cada Zona tem uma identidade e temas próprios, e não tem como objectivo fornecer uma formação de actor, mas sim o desenvolvimento de ferramentas de criação diversas e de formas de trabalho em colectivo, bem como potenciar os interesses e apetências criativos de cada participante e criar com eles projectos que os levem a explorar novos rumos nas suas pesquisas criativas.

Data: 25 janeiro a 17 abril 2011

Horário: terças e domingos | 20h00 às 23h00
Espaço: Liberdade Provisória (av. da liberdade, 220 – 3º, Lisboa)
Orientadores: Joana Craveiro, Gonçalo Alegria
Preço: 350 euros
Número máximo de participantes: 12

NOTA: Informamos que a GDA, Direitos dos Artistas, atribui um apoio a quem se candidatar ao Fundo Cultural e preencher os requisitos solicitados. Mais informações em: http://www.gdaie.pt/fundocultural.php

Informações/Inscrições:
tm +351 918 388 878
teatrodovestido@gmail.com
geral@teatrodovestido.com
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ZONA AVANÇADA Teatro Turim

16, 17, 18 Dezembro 2010, às 21h30 – Entrada Livre
Teatro Turim (Estrada de Benfica, 723 A, Lisboa)

Zona Avançada é uma deriva do projecto pedagógico Zonas, do Teatro do Vestido, que, desde 2006, tem gradualmente assumido a sua verdadeira identidade enquanto laboratório de criação performativa e experiências várias.
Para a Zona Avançada o Teatro do Vestido lançou o desafio a ex-alunos para apresentarem projectos a solo ou em duetos, com vista à sua produção/orientação/viabilização por parte do colectivo TdV. Foram seleccionados os projectos de Sabina Delgado e Sandra Simões.

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PÁSSARO Casa de Teatro de Sintra

Casa de Teatro de Sintra (rua veiga da cunha, 20 – sintra)
12 Novembro a 5 Dezembro* (quinta a sábado 21h30, domingos 18h00)

- Não insistas, não te quero explicar muito.
- Diz-me só como começou.
- Com o nosso ressentimento.
- E depois?
- Saímos rapidamente dali.
- Foram convocados?
- Sim, por ela.
- Uma fada a sério?
- Sim
- E depois?
- Agora é a aquela parte em que já não te conto mais.
- Porque não sabes?
- Porque não sei.

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CICLO Pássaro

Fnac do Chiado, Lisboa
5 Novembro (sexta), 18h30
- entrada livre

Ciclo de palestras e leituras em torno da criação Pássaro, a estrear dia 12 Novembro às 21h30, na Casa Teatro de Sintra.

O que é esta coisa-pássaro que eles procuram por todo o lado? O que é esta missão que lhes é confiada, de salvarem a filha da bruxa, perdão, da fada? O que é esse sítio onde eles acabam? É o mesmo do início, ou são eles que não são os mesmos no fim daquilo?

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