OCUPAÇÃO

©João Paulo Serafim

OCUPAÇÃO

24 a 30 de Abril | 21h | Teatro São Luiz

O Teatro do Vestido, sob a direcção de Joana Craveiro, leva a cabo um projecto teatral de ocupação do Teatro São Luiz, a partir da sua história e memória, e o seu papel presente e futuro durante o século XXI. A ideia de ocupar um teatro é uma ideia política, uma ideia perigosa, quase, num tempo em que rareiam os espaços para habitar esta cidade. E para trabalhar nela. Ocupar, pois claro. Chegar, e ficar. Mesmo sem permissão. Falemos disso. Um espectáculo documental de investigação, onde não só o que se passava dentro de portas merece ficar registado, mas também nos espaços envolventes – ou não estivesse o Teatro Municipal São Luiz situado paredes meias com a antiga sede central da PIDE em Lisboa; ou não se tivessem muitos dos manifestantes refugiado junto ao São Luiz e dentro dele, no 25 de Abril de 1974, em que a PIDE abriu fogo sobre a multidão reunida na Rua António Maria Cardoso. Para esta criação, a companhia mobiliza os seus companheiros de armas de sempre, a totalidade do núcleo duro criativo com quem tem colaborado ao longo dos anos, e pretende angariar figurantes e estagiários para participarem num espectáculo evocativo, comemorativo, reconstitutivo – de acordo com a singular poética documental, política e site specific que é a marca do trabalho do Teatro do Vestido.

Direcção, concepção, texto: Joana Craveiro
Interpretação: Alexandra Freudenthal, Ana Lúcia Palminha, Carlos Fernandes, Carlos Nery, Daniel Moutinho, Elisabete Rito, Estêvão Antunes, Francisco Madureira, Gustavo Vicente, Inês Minor, Inês Rosado, João Diogo Ferreira, João Silvestre, Lavínia Moreira, Mafalda Pereira, Maria Emília Castanheira, Maria José Baião, Rosinda Costa, Simon Frankel, Tânia Guerreiro, Tozé Cunha, Vera Bibi, Violeta D’ Ambrósio
Assistência de encenação: Daniel Moutinho, João Diogo Ferreira, Vera Bibi
Música: Francisco Madureira / “Non”, tema de Miguel Bonneville
Figurinos: Tânia Guerreiro
Cenografia: Carla Martinez
Desenho de luz: João Cachulo
Materiais de arquivo e imagem: João Paulo Serafim
Apoio à investigação: Daniel Moutinho, João Diogo Ferreira
Participação especial: Beatriz Filomeno, Carolina Faias
Cabelos: Alexandre Carrilho
Costureira: Inocência Rocha
Produção: Cláudia Teixeira, Filipa Ribas, João Diogo Ferreira
Apoio: Teatro Nacional D. Maria II

Uma encomenda São Luiz Teatro Municipal em co-produção com o Teatro do Vestido.

Elisabete Rito, Francisco Madureira, Inês Minor e Mafalda Pereira participam nesta produção ao abrigo de um estágio curricular da ESAD.CR

Joana Craveiro é artista residente do Teatro Viriato.  Elisabete Rito, Francisco Madureira, Inês Minor e Mafalda Pereira participam nesta produção ao abrigo de um estágio curricular da ESAD.CR

O espectáculo decorre em percurso. Não é adequado a pessoas com mobilidade reduzida e é aconselhável o uso de calçado confortável e agasalhos.

Mais informações aqui

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

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ERA UMA VEZ UM PAÍS ASSIM

 

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ERA UMA VEZ UM PAÍS ASSIM – CONTAR BEM CONTADAS A DITADURA E A REVOLUÇÃO

1 a 7 de Abril | Teatro São Luiz

No País Assim chamado Portugal e durante 48 anos, houve uma Ditadura (palavra difícil). Dura e duradoura, estava aqui para ficar, e para mandar, e para controlar, e para meter assim dentro do coração das pessoas um medo gelado daqueles que circula pelo sangue todo. No meio desta noite de 48 anos, havia pessoas que, às escondidas, lutavam, lutavam, para que um dia chegasse uma outra coisa mesmo boa começada por L. E um dia aconteceu. Foi na noite de 25 de Abril de 1974. Essas pessoas que tinham lutado às escondidas, puderam agora sair para a rua a escrever a tal palavra – Liberdade. E foi quando começou uma coisa a que se chamou Revolução. As revoluções são ventos que revolvem tudo e deixam aquilo que conhecemos de pernas para o ar e fazem-nos descobrir coisas que ainda não conhecíamos.

Texto e direcção Joana Craveiro; Co-criação e interpretação  Estêvão Antunes, Francisco Madureira, Inês Rosado e Tânia Guerreiro; Música/Sons Francisco Madureira Figurinos: Ainhoa Vidal; Iluminação: João Cachulo; Produção: Cláudia Teixeira; Assistência de produção Elisabete Rito, Inês Minor e João Ferreira; Co-produção: Teatro do Vestido e São Luiz Teatro Municipal Agradecimentos Teatro Meridional

Joana Craveiro é artista residente do Teatro Viriato.  Elisabete Rito, Francisco Madureira, Inês Minor e Mafalda Pereira participam nesta produção ao abrigo de um estágio curricular da ESAD.CR

Mais informações aqui

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

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Em greve!

Em greve em greve em greve em greve

Com as companheiras do mundo!

Dia 8 de Março de 2019, o Teatro do Vestido, com a cumplicidade dos companheiros das Comédias do Minho, associa-se à Greve Feminista Internacional. Neste dia 8 de Março, em Castanheira, município de Paredes de Coura, convidamos todas e todos que se queiram juntar a nós às 21h30.

NÃO faremos a apresentação de Pontos na Paisagem, mas receber-vos-emos; temos cadeiras de sobra, uma bebida quente, e vontade de conversar sobre tudo isto, sobre como está o mundo e como o queremos, sobre as mulheres no mundo, a violência sobre elas, a desigualdade, os absurdos acórdãos que desresponsabilizam os culpados pela violência sobre elas, e todas as formas mais ou menos disfarçadas como se organiza uma sociedade patriarcal onde as mulheres partem em desvantagem desde logo, desde o princípio. Acreditamos que as formas solidárias que advêm do diálogo e da partilha são um dos caminhos para construir redes e pontes que são em si instrumentos de resistência, e de esperança.

Sendo este o nosso local de trabalho, é mesmo aqui que, para nós, esta greve tem lugar.
É nosso desejo que o nosso encontro com o público que venha até nós neste dia se transforme num diálogo com raízes no passado e no presente, e sementes para um futuro vibrante
de utopias,
de esperanças.

A meu ver, feminista é o homem ou a mulher que diz:  «Sim, existe um problema de género ainda hoje e temos de o resolver, temos de melhorar» Todos nós, mulheres e homens, temos de melhorar.
Chimamanda Ngozi Adichie

Sobre esta greve, consultar:

 https://rede8marco.wordpress.com/2019/01/18/a-caminho-da-greve-feminista-internacional-•-8-de-marco-2019-•/

A CAMINHO DA GREVE FEMINISTA INTERNACIONAL • 8 DE MARÇO 2019 •

O QUE É?

A Greve Feminista é uma proposta feita pelo movimento feminista internacional, que convoca uma greve de mulheres como forma de protesto e revolta face às situações de precariedade e violência que invadem as nossas vidas. É o maior movimento mundial de mulheres de paralisação social das últimas décadas, acontece no dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

Convoca-se uma greve que transcende o sentido tradicional – a greve laboral -, para estendê-la ao âmbito da reprodução social, a esfera dos cuidados domésticos e familiares, assim como à vida estudantil e à sociedade de consumo. A Greve Feminista Internacional pretende unir as mulheres de todas as partes do mundo construindo redes de solidariedade, de apoio e de aprendizagem transnacionais.

 

 

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

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