UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS

©TUNA TdV

O Teatro do Vestido em digressão pelo Brasil com o seu

espectáculo-acontecimento

Festival Mirada | 06 e 07  de Setembro, 19h | C.A.I.S Vila Mathias, Santos

FIT-BH 2018 | 14 e 15 de Setembro, 19h e 15h| Teatro Marília, Belo Horizonte 

Construído a partir de uma intensa pesquisa ao longo de 4 anos, este projecto percorre mais de 80 anos da história de Portugal, centrando-se em três momentos/períodos cruciais: A Ditadura do Estado Novo, a Revolução do 25 de Abril de 1974, e o Processo Revolucionário que se lhe seguiu e a que alguns chamam PREC, enquanto outros chamam outras coisas mais depreciativas (mas ainda há quem se lembre dele com saudade). Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas questiona precisamente algumas das narrativas hegemónicas em circulação sobre estes acontecimentos, bem como algumas das contra-narrativas, algumas memórias consensuais construídas e replicadas e reescritas e revistas ao longo dos anos – contrapondo a isto uma ‘pequena memória’ – pessoal e privada – a partir de testemunhos de pessoas desconhecidas que viveram estes períodos e que, também elas, têm a sua história para contar. Em 2017, revisitamos novamente Um Museu Vivo, desta feita integrando um fragmento mais aprofundado sobre a emigração portuguesa para França durante as décadas de 60/70 do século XX, criado a convite do Festival Chantiers d’Europe e do Teatro Municipal São Luiz.

Este espectáculo foi escrito e dirigido por Joana Craveiro, que o interpreta, em 5h de relatos, perplexidades e assombros vários.

Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas esteve na lista dos melhores espectáculos do ano 2014 dos jornais Expresso e Público e foi nomeado para melhor espectáculo do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores. Recebeu o Prémio do Público do Festival de Almada em 2015.

Investigação, texto, direcção e interpretação: Joana Craveiro
Colaboração criativa e assistência: Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Figurinos: Ainhoa Vidal
Iluminação e vídeo: João Cachulo
Operação de som e assistência técnica: Igor de Brito
Operação de luz e vídeo: Carlos Ramos
Produção: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e Negócio/ZDB

Para mais informações, por favor consulte os sites do Festival Mirada e do FIT-BH 2018

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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PONTES DE SAL OU AS MÃOS GRETADAS

© Colecção Arquivo Fotográfico Municipal da Figueira da Foz

Citemor – Festival de Montemor-o-Velho

10 de Agosto, às 21h30 e às 23h (duas sessões)  | Núcleo Museológico do Sal, Figueira da Foz

 

Salinas, Figueira da Foz.
Trabalho feito por gente.
Gente com vidas que merecem ser contadas.

Lugares que são parte dessas práticas em abandono, práticas em desuso, em desaparecimento.
Lugares em desaparecimento.

O Teatro do Vestido no CITEMOR, em busca de lugares, profissões e histórias em desaparecimento, neste seu esforço de inscrição permanente sob forma performática, na paisagem dos dias, na paisagem do festival,
na vida dos que partilham desta forma de teatro-acontecimento-experiência,

qualquer coisa como teatro-poema enquanto forma de escavar,
desenterrar o que se quer enterrado e apagado, nessa voracidade de se pensar
o futuro sempre para hoje, e tanta coisa nova para agarrar, comprar, descobrir.
Ou: este plano tão bem montado do esquecimento.
A bem de um presente sem memória.

Com este projecto, o Teatro do Vestido regressa ao CITEMOR, esse lugar onde há espaço para estar, para escavar, para conduzir processos de investigação e residência. Há um ano atrás, quando desafiados pelo CITEMOR para fazer este trabalho, escrevíamos:

A esta distância, imaginamo-nos de mãos gretadas e boca seca do calor.
E a querer falar sobre isso.

Hoje, daqui das salinas, onde estamos diariamente, dizemos:

Venham ouvir-nos recitar os nossos diários de campo, venham ver o nosso olhar sobre o olhar deles e delas, com quem falámos.

Joana Craveiro

Direcção: Joana Craveiro
Criação e interpretação: Carlos Marques, Joana Craveiro e Tânia Guerreiro
Música (composição e interpretação): Carlos Marques
Desenho de luz: Carlos Ramos
Produção executiva: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e Citemor

Duração: 60 min. (aproximadamente)

Para mais informações, por favor consulte o site do Citemor

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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FILHOS DO RETORNO

©TUNA-RETORNOfilhos-0130-1©TUNA TdV

Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa

21 de Junho a 01 de Julho | quarta, às 19h30 – quinta a sábado, às 21h30 – domingo, às 16h30

 

Um projecto do Teatro do Vestido a partir das pós-memórias daqueles cujos pais ou familiares próximos viveram em África no período colonial português, anterior ao 25 de Abril de 1974.
Como é que estas gerações que não viveram esses acontecimentos directamente se relacionam com as memórias dos pais? A nostalgia passa de pais para filhos, ou as memórias são guardadas em baús sem chave, que ninguém quer abrir? Como é a relação da geração dos filhos com o processo de descolonização e com o 25 de Abril? E qual a ideia de África que ficou nestas famílias?
Estas são algumas das perguntas de partida de um projecto que se constrói a partir de testemunhos de uma geração que viveu os acontecimentos através das memórias da família.

Texto, direcção e co-criação: Joana Craveiro
Co-criação e interpretação: Cláudia Andrade, Daniel Moutinho, Lavínia Moreira, Marina Albuquerque e Rafael Rodrigues
Colaboração criativa: Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Iluminação: João Cachulo
Operação: João Chicó
Produção: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Estagiária de produção: Mafalda Rôla
Estagiários ESAD: Joana Margarida Lis, João Diogo Ferreira, Vera Bibi
Co-produção: Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Teatro Nacional D. Maria II e Teatro Viriato

Duração: 2h3o (aproximadamente)
M/12

Para mais informações, por favor consulte o site do TNDMII

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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