O DIREITO A UMA CASA E O SORRISO NAS FOTOGRAFIAS

O direito a uma casa_TdV©TdV

 

O direito a uma casa e o sorriso nas fotografias

8 de Dezembro, às 21h | Casa da Cultura de Melgaço

Constata-se que em todas as fotografias, eles sorriam. Latas na mão, inventavam batuques nas manifestações pelo direito a uma casa e não a uma barraca, pelo direito ao lugar, e empunhavam orgulhosos cartazes que o afirmavam. A Câmara Municipal via-se transformada em espaço de reivindicação, as ruas eram deles, e os bairros camarários já não eram uma opção. Era Portugal, 1974-76, e isto devia ser tão importante, ou tão ameaçador, que um dos coordenadores da Operação SAAL/Norte é alvo de um atentado à bomba. A festa foi bonita mas durou pouco tempo, o tempo de fazer, por exemplo, 16 casas em vez das 200 necessárias. Mas, ainda assim, quando falam nisso, eles sorriem. Como nas fotografias daquela altura. Para falar de tudo isto, hoje, contudo, há que levar a cabo uma espécie de trabalho de detective. De lupa na mão e um mapa, calcorreámos ruas de bairros pelos quais sempre tínhamos passado mas que nunca tínhamos realmente visto, batemos a portas que às vezes se abriram e outras não, telefonámos em desespero a pessoas a quem perguntámos: mas como é que foi realmente?

Esta palestra performativa – uma manta de retalhos de memórias e pequenas vivências – parte de histórias de vida de alguns dos moradores dos bairros SAAL no Porto e de Lisboa, bem como das memórias de alguns dos arquitectos e técnicos das brigadas. Construído como uma reconstituição, um mapa de memórias e vivências, esta palestra está em progresso e conta com a colaboração de todos os que ainda queiram colocar mais um tijolo nesta ‘casa’ que é o conturbado processo revolucionário português, onde tudo foi, afinal, possível – assim o dizem os sorrisos nas fotografias da altura e o olhar de esperança, que nem os 40 anos que passaram e as narrativas que se inventaram por cima disso, podem apagar.

Direcção, texto e performance: Joana Craveiro
Colaboração artística e assistência: Rosinda Costa
Desenho de luz: João Cachulo
Produção: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e Fundação Serralves

Para mais informações sobre o espectáculo, por favor consulte o site das Comédias do Minho

 

 

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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MAPA MUNDI

040_Mapa Mundi_(ensaio estudio)_©brunosimao_©Bruno Simão

Mapa Mundi, o novo espectáculo do Teatro do Vestido com a Companhia Maior, é uma ficção científica autobiográfica e estreia no dia 9 de Novembro no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. 

 

Mapa Mundi é o resultado de um encontro entre a Companhia Maior e o Teatro do Vestido. É, por isso, um espectáculo de partilha e de descoberta mútua – uma construção a meias entre formas de fazer e de funcionar. É também um espectáculo onde estão presentes diferentes gerações de pessoas – e isso, é rico, é desafiante, é entusiasmante – e é bom. Aquilo de que se fala em Mapa Mundi – a construção de um novo mundo – é, por isso, também, uma metáfora deste encontro materializado entre duas formas de fazer por parte de dois grupos distintos de pessoas, naquela terra aonde eles chegam em conjunto – para povoar, para construir. Para descobrir, enfim. Para se descobrirem.

9, 10 e 12 de Novembro, às 21h / 11 de Novembro às 16h | Pequeno Auditório do CCB 

Texto, direcção e encenação: Joana Craveiro
Interpretação: Estêvão Antunes, Inês Rosado, Pedro Caeiro, Simon Frankel, Tânia Guerreiro (Teatro do Vestido) e Angelina Mateus, Carlos Fernandes, Carlos Nery, Catarina Rico, Cristina Gonçalves, Elisa Worm, Isabel Simões, João Silvestre, Jorge Leal Cardoso, Júlia Guerra, Kimberley Ribeiro, Manuela de Sousa Rama, Maria Emília Castanheira, Maria Helena Falé, Maria José Baião, Mário Figueiredo, Paula Bárcia (Companhia Maior)
Música: BlackBambi (Miguel Bonneville)
Figurinos: Tânia Guerreiro
Desenho de luz: João Cachulo
Cenografia: Carla Martinez
Som: Sérgio Milhano | Ponto Zurca
Produção: Cláudia Teixeira, Joana Cordeiro e Luís Moreira
Co-produção: Teatro do Vestido, Companhia Maior e CCB

Para mais informações sobre o espectáculo, por favor consulte o site do CCB

 

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS

©TUNA TdV

O Teatro do Vestido em digressão pelo Brasil com o seu

espectáculo-acontecimento

Festival Mirada | 06 e 07  de Setembro, 19h | C.A.I.S Vila Mathias, Santos

FIT-BH 2018 | 14 e 15 de Setembro, 19h e 15h| Teatro Marília, Belo Horizonte 

Construído a partir de uma intensa pesquisa ao longo de 4 anos, este projecto percorre mais de 80 anos da história de Portugal, centrando-se em três momentos/períodos cruciais: A Ditadura do Estado Novo, a Revolução do 25 de Abril de 1974, e o Processo Revolucionário que se lhe seguiu e a que alguns chamam PREC, enquanto outros chamam outras coisas mais depreciativas (mas ainda há quem se lembre dele com saudade). Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas questiona precisamente algumas das narrativas hegemónicas em circulação sobre estes acontecimentos, bem como algumas das contra-narrativas, algumas memórias consensuais construídas e replicadas e reescritas e revistas ao longo dos anos – contrapondo a isto uma ‘pequena memória’ – pessoal e privada – a partir de testemunhos de pessoas desconhecidas que viveram estes períodos e que, também elas, têm a sua história para contar. Em 2017, revisitamos novamente Um Museu Vivo, desta feita integrando um fragmento mais aprofundado sobre a emigração portuguesa para França durante as décadas de 60/70 do século XX, criado a convite do Festival Chantiers d’Europe e do Teatro Municipal São Luiz.

Este espectáculo foi escrito e dirigido por Joana Craveiro, que o interpreta, em 5h de relatos, perplexidades e assombros vários.

Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas esteve na lista dos melhores espectáculos do ano 2014 dos jornais Expresso e Público e foi nomeado para melhor espectáculo do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores. Recebeu o Prémio do Público do Festival de Almada em 2015.

Investigação, texto, direcção e interpretação: Joana Craveiro
Colaboração criativa e assistência: Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Figurinos: Ainhoa Vidal
Iluminação e vídeo: João Cachulo
Operação de som e assistência técnica: Igor de Brito
Operação de luz e vídeo: Carlos Ramos
Produção: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e Negócio/ZDB

Para mais informações, por favor consulte os sites do Festival Mirada e do FIT-BH 2018

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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