Viajantes Solitários em Digressão

Viajantes Solitários

9, 10 e 11 Outubro – 21h30 | Teatro Viriato – Viseu
14, 15 e 16 Outubro – 21h30 | Sede Patinter – Mangualde

Em que pensam os camionistas durante todos os quilómetros que percorrem? O que acontece com estes homens durante estas viagens? Que viajantes são estes e como mitigam a sua solidão? Se tivessem que parar de meter-se à estrada, aguentariam? E as famílias – há lugar para elas nestas histórias?

Depois da estreia no Teatro Viriato em 2015, “Viajantes Solitários” do Teatro do Vestido regressa a Viseu para três apresentações nos dias 9, 10 e 11 de Outubro. Segue posteriormente para Mangualde para a sede da Patinter, empresa que com o Teatro Viriato lançou o desafio ao Teatro do Vestido reconhecendo o trabalho ímpar que este coletivo tem vindo a desenvolver a partir da recolha de testemunhos e histórias de vida.

Construído a partir de uma extensa recolha de histórias de vida e de ‘estrada’ de camionistas, o espetáculo explora as possibilidades poéticas dessas vidas de permanente deslocação, vidas também de quilómetros de solidão, de distância física das famílias, de passagens, de noites fugazes, de um conhecimento geográfico de autoestradas, estradas nacionais, restaurantes de beira de estrada, hotéis. Um espetáculo que é uma espécie de manual de um viajante singular, ao mesmo tempo que falando dessa inquietação portuguesa que bem conhecemos – a de partir; e, estando lá fora, a vontade de regressar, para de novo partir, impelidos por essa coisa que nos puxa a percorrer quilómetros, após quilómetros, após quilómetros, continuamente.

Viajantes Solitários

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Viagem a Portugal | Estreia 28 e 29 Setembro | Festival Materiais Diversos

Viagem a Portugal

“Esta viagem vai no princípio, e sendo o viajante escrupuloso como é,
aqui lhe morde o primeiro sobressalto. Afinal, que viajar é este?”
José Saramago

ou

“merecemos o nosso passo de bichos de dilúvio”
Mário de Cesariny

Um espectáculo-percurso-viagem pelo território fragmentado de um país, que era uma questão que Alexandre O’Neill tinha consigo mesmo, e que nós também temos. Na verdade, temos uma série de questões. Entre elas, a saber: como chegámos até aqui? De onde vimos afinal? Qual o mapa das estradas? O que é, enfim, um país, e o que nos torna parte dele?

Na paragem ao centro de Portugal, deste projecto amplo que ocupa a maior parte do ano de 2019 do Teatro do Vestido, revisitamos a História Directa de Uma de nós que é daqui de perto. E a história dos Outros, de mais longe. E procuramos de história em história, de mapa em mapa, desenhar um retrato como se o víssemos do céu. “Lá de cima vê-se melhor”, disse um Deles. E nós acreditámos.
Palavras chave: entardecer-origem-lápide-território-local-ficar-partir-chegar.

“Portugal: questão que tenho comigo mesmo…
meu remorso,
meu remorso de todos nós…”
Alexandre O’Neill

Viagem a Portugal  é uma co-produção com o Festival Materiais Diversos.
Terá a sua estreia a 28 de Setembro às 19h, no Auditório do Sindicato dos Curtumes em Alcanena, repetindo no dia seguinte, no mesmo horário.
Espectáculo em percurso com jantar incluído. Duração aprox. 4h.

Viagem a Portugal_FMD_rodapé

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Nova estreia do Teatro do Vestido para o CITEMOR’19

Teatro do Vestido CITEMOR'19 (3)

 

Estreia no próximo dia 15 de Agosto com repetição a 16, o novo projecto do Teatro do Vestido para a edição de 2019 do CITEMOR. Um espectáculo único, resultado de residência artística nas salinas da Figueira da Foz.

depois de ter apresentado em 2018 no CITEMOR a sua leitura dos diários de campo e outros materiais que decorreram da observação do trabalho nas salinas da Figueira da Foz (chamou-se Pontes de Sal), o TdV regressa agora para mais uma etapa deste projecto.
Em 2018 escrevíamos:

qualquer coisa como teatro-poema enquanto forma de escavar,
desenterrar o que se quer enterrado e apagado, nessa voracidade de se pensar
o futuro sempre para hoje, e tanta coisa nova para agarrar, comprar, descobrir.
Ou: este plano tão bem montado do esquecimento.
A bem de um presente sem memória.

E em 2019 escrevemos,

Teatro-poema-conferência. Escavar, ainda. Desenterrar, ainda.
As salinas como espelho, as mãos gretadas do trabalho, o sal das palavras, as feridas abertas e o sal por cima, o sal-moeda-de-troca,
a vida a vida a vida.
O sal como perseverança ou,
como alguém disse,
como amor.

Ou de como o amor e o sal combinam tão bem nestas paisagens de salicórnias e outra vegetação.

Teatro do Vestido Citemor
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