TORRENTE Cineteatro Louletano

TORRENTE
CINETEATRO LOULETANO
19 e 20 de Março
21:00

Tanta gente, donde vinha?
Eduarda Dionísio

Não temos a certeza de tudo já ter sido dito e escrito sobre o processo revolucionário de 1974-75 em Portugal.

Momento ímpar na história mundial, esta torrente de acções cívicas, de formas de organização política de base, de reivindicações de toda a ordem, por parte de uma população com fraca literacia, despolitizada até pouco tempo antes, a sair de 48 anos de ditadura, não deixa de nos espantar – a nós, que nascemos durante ou depois, que não temos memória directa de o ter vivido.

Estamos a perguntar sobre isto a quem o viveu desde há 15 anos, pelo menos, quando iniciámos o nosso trabalho documental sobre a memória política do século XX português.
E temos muitas histórias para contar.

Também tropeçámos num conjunto de obras literárias (e esquecidas) sobre isto – porque muito do que rodeia este processo é uma névoa de esquecimento e apagamento, apesar da prolífera produção artística da época e dos anos que se seguiram, em que a revolução e o processo eram protagonistas.

Este era o projecto que ainda queríamos fazer sobre isto.
No silêncio dos 50 anos do processo revolucionário português.

Um espectáculo mais poético do que documental, mais evocativo do que informativo, e em que a memória surge estendida sobre uma mesa de operações, pronta a ser dissecada, mas conseguiremos?

Ninguém nos inventa.
Olga Gonçalves

Joana Craveiro

Ficha técnica e artística:

Texto, Direcção, Interpretação: Joana Craveiro
Co-criação e Interpretação: Estêvão Antunes, Diana Ramalho, Inês Minor, Tânia Guerreiro, Tozé Cunha
Música e Espaço Sonoro: Francisco Madureira
Cenografia: Carla Martínez
Figurinos: Tânia Guerreiro
Imagem e Realização: João Paulo Serafim, José Torrado
Desenho de Luz: Leocádia Silva
Participação na criação: Bernardo Afonso
Engenharia e Operação de Som: Miguel Moura
Operação de Vídeo: José Torrado
Assistência à Direção Artística e ao Movimento: Teresa Cunha
Comunicação e Assistência de Produção: Maria Inês Augusto
Direcção de Produção: Alaíde Costa
Coprodução: Teatro Académico de Gil Vicente, Teatro do Vestido, Cineteatro Louletano, Fitei – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, Galeria Zé dos Bois
Apoio: Arquivo Municipal de Montemor-o-Novo, FX RoadLights, O Espaço do Tempo
Apoio Científico: Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC/NOVA), projecto “Memória e Revolução”, coordenação de Luís Trindade

O Teatro do Vestido tem o apoio de República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.

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QUE BEM POSSO ESCUSAR TRAZER ESCRITO EM PAPEL O QUE NA ALMA ANDAR DEVIA

[Formulário de Reservas]
3 e 10 OUT — 19H
4 e 11 OUT — 17H

Entre facto e expectativa, na 7ª edição do ENCONTROS PARA O FUTURO e por ocasião do 500º aniversário de Luís de Camões, embarcamos numa palestra performativa que envolverá intérpretes da rota geográfica deste familiar argonauta.

A obra de Luís de Camões irá ser relida numa perspetiva do século XXI. Os feitos por ele descritos, os adjetivos escolhidos para descrever o encontro (confronto?) de culturas, as visões de impérios, a política e a ideologia que se esconde ou se revela na sua lírica camoniana, constituem a matéria que tecerá um trabalho criativo de revisitação e desconstrução do passado.

(c) Estelle Valente | EVC 2025

Edição do programa no âmbito das Comemorações do 500º aniversário de Luís de Camões.

Texto, direcção, interpretação: Joana Craveiro Co-criação e interpretação: Aiswarya Prathap, Estêvão Antunes, Francisco Madureira, Janice Iandritsky, Leen Elmobadder, Murilo Oliveira, Tânia Guerreiro Participação especial: José Jalane Assistência à direcção artística: Teresa Cunha Música e ambiente sonoro: Francisco Madureira Figurinos: Tânia Guerreiro Comunicação e assistência de produção: Maria Inês Augusto Direcção de produção: Alaíde Costa Co-produção: Opart | Estúdios Victor Córdon e Teatro do Vestido

O Teatro do Vestido é apoiado por República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto | DGARTES.

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DESVER, Valezim

(c) Sebastião Santana | Festival Sul

you cannot unsee once
you have seen.

Aja Monet

foi numa viagem.
o avião não parou no aeroporto daquele país, foi noutro. aquele país
não vinha no mapa.
mas, se passássemos por checkpoints e muros e outras fronteiras,
chegávamos lá.
a uma parte de um país que tinha sido inteiro em tempos. ele disse,
escrevam tudo já, não esperem
escrevam enquanto ainda está quente. e eu escrevi.
uma performance em progresso de Joana Craveiro.

A apresentação está integrada no projeto UM LUGAR À VARANDA da Produção d’Fusão.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Texto, criação, interpretação – Joana Craveiro
Assistência – Alaíde Costa
Produção – Teatro do Vestido
Apoio à residência artística – Largo Residências – Quartel do Largo do Cabeço de Bola
Apoios – Alkantara, A PiSCiNA, Biblioteca Municipal do Barreiro, BOTA, Carmo 81, Casa do Comum, Chão de Oliva, Cooperativa Mula, Coletivo pela Libertação da Palestina, CRL – Central Elétrica, dISPAr, Do Imaginário, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – NOVA FCSH, Fundação José Saramago, Gira Sol Azul, O Espaço do Tempo, ISPA, Sismógrafo, Teatro do Bolhão.

Salão Paroquial, Valezim
13 de Setembro | 21:00
Entrada livre sujeita à lotação do espaço, por ordem de chegada

O Teatro do Vestido tem o apoio do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto | DGARTES.

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