PONTES DE SAL OU AS MÃOS GRETADAS

© Colecção Arquivo Fotográfico Municipal da Figueira da Foz

Citemor – Festival de Montemor-o-Velho

10 de Agosto, às 21h30 e às 23h (duas sessões)  | Núcleo Museológico do Sal, Figueira da Foz

 

Salinas, Figueira da Foz.
Trabalho feito por gente.
Gente com vidas que merecem ser contadas.

Lugares que são parte dessas práticas em abandono, práticas em desuso, em desaparecimento.
Lugares em desaparecimento.

O Teatro do Vestido no CITEMOR, em busca de lugares, profissões e histórias em desaparecimento, neste seu esforço de inscrição permanente sob forma performática, na paisagem dos dias, na paisagem do festival,
na vida dos que partilham desta forma de teatro-acontecimento-experiência,

qualquer coisa como teatro-poema enquanto forma de escavar,
desenterrar o que se quer enterrado e apagado, nessa voracidade de se pensar
o futuro sempre para hoje, e tanta coisa nova para agarrar, comprar, descobrir.
Ou: este plano tão bem montado do esquecimento.
A bem de um presente sem memória.

Com este projecto, o Teatro do Vestido regressa ao CITEMOR, esse lugar onde há espaço para estar, para escavar, para conduzir processos de investigação e residência. Há um ano atrás, quando desafiados pelo CITEMOR para fazer este trabalho, escrevíamos:

A esta distância, imaginamo-nos de mãos gretadas e boca seca do calor.
E a querer falar sobre isso.

Hoje, daqui das salinas, onde estamos diariamente, dizemos:

Venham ouvir-nos recitar os nossos diários de campo, venham ver o nosso olhar sobre o olhar deles e delas, com quem falámos.

Joana Craveiro

Direcção: Joana Craveiro
Criação e interpretação: Carlos Marques, Joana Craveiro e Tânia Guerreiro
Música (composição e interpretação): Carlos Marques
Desenho de luz: Carlos Ramos
Produção executiva: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e Citemor

Duração: 60 min. (aproximadamente)

Para mais informações, por favor consulte o site do Citemor

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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FILHOS DO RETORNO

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Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa

21 de Junho a 01 de Julho | quarta, às 19h30 – quinta a sábado, às 21h30 – domingo, às 16h30

 

Um projecto do Teatro do Vestido a partir das pós-memórias daqueles cujos pais ou familiares próximos viveram em África no período colonial português, anterior ao 25 de Abril de 1974.
Como é que estas gerações que não viveram esses acontecimentos directamente se relacionam com as memórias dos pais? A nostalgia passa de pais para filhos, ou as memórias são guardadas em baús sem chave, que ninguém quer abrir? Como é a relação da geração dos filhos com o processo de descolonização e com o 25 de Abril? E qual a ideia de África que ficou nestas famílias?
Estas são algumas das perguntas de partida de um projecto que se constrói a partir de testemunhos de uma geração que viveu os acontecimentos através das memórias da família.

Texto, direcção e co-criação: Joana Craveiro
Co-criação e interpretação: Cláudia Andrade, Daniel Moutinho, Lavínia Moreira, Marina Albuquerque e Rafael Rodrigues
Colaboração criativa: Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
Iluminação: João Cachulo
Operação: João Chicó
Produção: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Estagiária de produção: Mafalda Rôla
Estagiários ESAD: Joana Margarida Lis, João Diogo Ferreira, Vera Bibi
Co-produção: Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Teatro Nacional D. Maria II e Teatro Viriato

Duração: 2h3o (aproximadamente)
M/12

Para mais informações, por favor consulte o site do TNDMII

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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RETORNOS, EXÍLIOS E ALGUNS QUE FICARAM

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7 a 10 de Junho | 21h

Palácio Sinel de Cordes*, Lisboa

 

I.

Na sequência do processo de descolonização de 1974-75, milhares de pessoas regressaram das ex-colónias portuguesas. Mas o que quer exactamente dizer este ‘regressar’? Dentre essas pessoas há as histórias daqueles que pouca relação tinham com Portugal, considerando portanto que são exilados e não retornados; outros há que decidiram ficar lá e ajudar a construir um país novo; outros ainda que, embora retornando, não o tinham desejado.

II.
Construído a partir de uma aprofundada recolha de testemunhos e histórias de vida de pessoas que viviam nas ex-colónias portuguesas aquando do processo de Descolonização e de independência destas novas nações africanas, este espectáculo foi criado especificamente para ser apresentado no Solar do Dão, em Viseu, local emblemático deste processo de retorno e que serviu como um dos locais de residência do Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais (IARN) entre 1975 e 1991 naquela região. A recolha de testemunhos teve lugar precisamente na região de Viseu, num trabalho aprofundado que combina a pesquisa etnográfica no terreno, a história oral, e a investigação histórica. Sentimos que uma das missões primordiais do Teatro do Vestido neste momento é a de abordar de forma performática fragmentos da história de Portugal que nos possam fazer melhor entender o nosso presente, desafiando aquilo que Eric Hobsbawn descreveu como este “presente permanente” em que todos vivemos.

 “No IARN as secretárias eram velhas e sujas e as cadeiras onde os retornados se sentavam quando chegava a sua vez estavam desconjuntadas…Estavam lá retornados de todos os cantos do império, o império estava ali, naquela sala, um império cansado, a precisar de casa e de comida…” (Dulce Maria Cardoso, O Retorno) 

Joana Craveiro

 

Direcção, texto, espaço cénico: Joana Craveiro
Interpretação: André Amálio, Isabelle Coelho, Joana Craveiro e Rosinda Costa
Desenho de luz: Cristóvão Cunha
Produção: Cláudia Teixeira
Estagiária de produção: Mafalda Rôla
Estagiários ESAD: Joana Margarida Lis, João Diogo Ferreira, Vera Bibi
Co-produção: Teatro do Vestido e Teatro Viriato

Duração: 2h30 aprox.
No final do espectáculo haverá uma conversa com os espectadores.

*Palácio Sinel de Cordes
Campo Santa Clara, 142
110-155 Lisboa
(no local onde se realiza a feira da ladra)

Para mais informações, por favor consulte o site do Teatro Nacional D. Maria II

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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