PONTOS NA PAISAGEM

Paisagem com pessoas

PONTOS NA PAISAGEM

Uma partilha do processo da peça  Paisagem com pessoas

Teatro do Vestido e Comédias do Minho

2 a 17 de Março | Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira, Melgaço e Monção

Que Portugal é este que habitamos e de onde vimos? Com esta pergunta de partida e com José Saramago ao ombro – e outros e outros – partimos (o Teatro do Vestido e as Comédias do Minho) para esta paragem do projecto “Viagem a Portugal”, aqui intitulada Paisagem com Pessoas – e isto porque se dá aqui um encontro entre companhias, entre pessoas; e isto porque gostamos de pessoas e de falar das histórias delas.

Esta criação pretende mergulhar na geografia humana e física não só do território do Minho, como também adicionar a essa imersão a autobiografia e o percurso individual e geográfico de cada um dos criadores do projecto – e isto no encalço da resposta à nossa pergunta de sempre – como chegámos até aqui?, mas mergulhando no(s) interior(es) do país – suas paisagens, pessoas, legados históricos e presentes.

Texto e direcção Joana Craveiro; Co-criação e interpretação Ana Lúcia Palminha, Estêvão Antunes, Rosinda Costa e Tânia Guerreiro (Teatro do Vestido) Joana Magalhães, Luís Filipe Silva e Rui Mendonça (Comédias do Minho); Figurinos: Tânia Guerreiro; Desenho de luz: João Cachulo; Produção: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro: Estagiária ESAD.CR: Mafalda Pereira; Co-produção: Teatro do Vestido e Comédias do Minho

Valença // 2 e 3 de março
Paredes de Coura // 7 e 8 de março
Monção // 9 e 10 de março
Vila Nova de Cerveira // 14 e 15 de março
Melgaço // 16 e 17 de março

Mais informações em www.comediasdominho.com

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

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Procuram-se histórias e memórias (ainda)

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Procuram-se histórias e memórias (ainda) 

O Teatro do Vestido procura testemunhos de histórias e memórias decorridas no Teatro de São Luiz e/ou na Rua António Maria Cardoso para reunir material para a sua próxima criação.

Em Abril, o Teatro do Vestido, sob a direcção de Joana Craveiro, leva a cabo um projecto teatral de ocupação do Teatro São Luiz, a partir da sua história e memória, e o seu papel presente e futuro durante o século XXI.
Visto tratar-se de um espectáculo documental de investigação, evocativo, comemorativo, reconstitutivo – de acordo com a singular poética documental, política e sitespecific que é a marca do trabalho do Teatro do Vestido, interessam-nos os testemunhos não só do Teatro em si mas também nos espaços envolventes – ou não estivesse o Teatro Municipal São Luiz situado paredes meias com a antiga sede central da PIDE em Lisboa; ou não se tivessem muitos dos manifestantes refugiado junto ao São Luiz e dentro dele, no 25 de Abril de 1974, em que a PIDE abriu fogo sobre a multidão reunida na Rua António Maria Cardoso.

Se tem alguma história ou memória que queira partilhar connosco, agradecemos que nos contacte para marcarmos um encontro presencial. Todas as histórias importam, não as guardem para vocês.

Contactos:
+ 351 916 688 601 (Cláudia Teixeira)
geral@teatrodovestido.org

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

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O DIREITO A UMA CASA E O SORRISO NAS FOTOGRAFIAS

O direito a uma casa_TdV©TdV

 

O direito a uma casa e o sorriso nas fotografias

8 de Dezembro, às 21h | Casa da Cultura de Melgaço

Constata-se que em todas as fotografias, eles sorriam. Latas na mão, inventavam batuques nas manifestações pelo direito a uma casa e não a uma barraca, pelo direito ao lugar, e empunhavam orgulhosos cartazes que o afirmavam. A Câmara Municipal via-se transformada em espaço de reivindicação, as ruas eram deles, e os bairros camarários já não eram uma opção. Era Portugal, 1974-76, e isto devia ser tão importante, ou tão ameaçador, que um dos coordenadores da Operação SAAL/Norte é alvo de um atentado à bomba. A festa foi bonita mas durou pouco tempo, o tempo de fazer, por exemplo, 16 casas em vez das 200 necessárias. Mas, ainda assim, quando falam nisso, eles sorriem. Como nas fotografias daquela altura. Para falar de tudo isto, hoje, contudo, há que levar a cabo uma espécie de trabalho de detective. De lupa na mão e um mapa, calcorreámos ruas de bairros pelos quais sempre tínhamos passado mas que nunca tínhamos realmente visto, batemos a portas que às vezes se abriram e outras não, telefonámos em desespero a pessoas a quem perguntámos: mas como é que foi realmente?

Esta palestra performativa – uma manta de retalhos de memórias e pequenas vivências – parte de histórias de vida de alguns dos moradores dos bairros SAAL no Porto e de Lisboa, bem como das memórias de alguns dos arquitectos e técnicos das brigadas. Construído como uma reconstituição, um mapa de memórias e vivências, esta palestra está em progresso e conta com a colaboração de todos os que ainda queiram colocar mais um tijolo nesta ‘casa’ que é o conturbado processo revolucionário português, onde tudo foi, afinal, possível – assim o dizem os sorrisos nas fotografias da altura e o olhar de esperança, que nem os 40 anos que passaram e as narrativas que se inventaram por cima disso, podem apagar.

Direcção, texto e performance: Joana Craveiro
Colaboração artística e assistência: Rosinda Costa
Desenho de luz: João Cachulo
Produção: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e Fundação Serralves

Para mais informações sobre o espectáculo, por favor consulte o site das Comédias do Minho

 

 

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal / Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes

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