Viagem a Portugal – Paragem Alentejo | 18 e 19 Fevereiro – Santiago do Cacém

um teatro feito a partir de uma pesquisa poética e documental neste território

TdV_Viagem a Portugal_alentejo (C) Joana Craveiro 1

 

18 e 19 de Fevereiro | 19h00
Ponto de encontro:  Largo 25 de Abril – São Domingos, Santiago do Cacém
bilhetes à venda aqui 
O espectáculo terá percursos a pé e autocarro. Recomendamos calçado confortável e roupa quente.

 

Chegar a um local e olhar.
Alentejo – tantos alentejos – região densa e enorme.
Habitar este local.
Olhar com olhos de quem pergunta.

 

Nesta sua paragem a sul  do projecto Viagem a Portugal  (nome que pediu viagem a José Saramago), os viajantes do Teatro do Vestido de busca, como quem escava, num território entre Santiago do Cacém e Odemira.

Pessoas, nomes, histórias e objectos desfilam diante destes viajantes, que tornam tudo isso parte de um percurso que procura contar algumas das histórias de vida, das memórias e da geografia destes lugares. Como quem escava, e nesse escavar vai descobrindo mais e mais camadas, sem nunca chegar a bater no fundo, a chegar à rocha debaixo disto tudo.

 

Quantas camadas precisamos de escavar/ de quantas vezes nos sentirmos parte de um território?

O viajante de que José Saramago fala na sua Viagem a Portugal interroga-se sobre a sua razão para viajar. Todos os viajantes o fazem, e, no entanto, a própria viagem os ofusca sempre. No corpo a corpo dos quilómetros percorridos, a viagem ganha.

Nesta viagem a Portugal do Teatro do Vestido, a viagem torna-se presença, inscrita na paisagem espectáculo em pesquisa e, fruto no terreno, e no percurso de criação de lugares humanos, que nos permite relação num saber e conhecer histórias poder recontá-las sob forma de teatro.

 

 “O que mais há na terra é paisagem.

Por muito que do resto lhe falte, a paisagem sempre sobrou (…).”

José Saramago,  Levantado do Chão

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AQUILO QUE OUVÍAMOS | TEATRO CARLOS ALBERTO – PORTO | CANCELADO

AQUILO QUE OUVÍAMOS
O espetáculo Aquilo que Ouvíamos foi cancelado, por motivo de isolamento profilático de um elemento do elenco. Os espectadores que tiverem adquirido bilhetes serão contactados ou poderão entrar em contacto com os serviços de bilheteira do São João, através do número 22 340 19 10 ou do e-mail bilheteira@tnsj.pt, para garantir a troca ou o reembolso dos ingressos. Agradecemos a sua compreensão.

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foto (c) João Paulo Serafim

Aquilo que ouvíamos

era exactamente assim que era
se nos lembrássemos de como era
e,
de certa forma,
lembramo-nos.

 

‘Está a gravar?’
Desta vez voltámos para nós próprios o gravador.

Convidámos uma banda (3 músicos) e mais 2 músicos, num total de 5, para que, no barulho ensurdecedor que fazem (chama-se música, pá!, ah, pois é), não nos deixarem pensar assim muito. Lembrarmo-nos, chega. Contar uns aos outros, chega. Dançar, também. Cantar, por vezes, trautear, outras. Outras, só ficar a ouvir, chega.

Desta vez, voltámos para nós o gravador.
Está a gravar, sim, o que é contas sobre isto?

Aquilo que ouvíamos parte das nossas experiências de escuta de música alternativa – de diferentes estilos – de meados dos anos 80 à passagem para os anos 90 (sendo que, em cena, estão diferentes gerações, por isso será mais rigoroso dizer que se estende no tempo para além [e antes] desse tempo). É, sobretudo, um espectáculo sobre como a música foi e é parte da identidade das pessoas que a escutam, e sobre um tempo em que a materialidade da música era crucial e em que muitas das nossas actividades e vivências se organizavam em torno disso.

Por exemplo, comprar vinis com parcas mesadas, trocá-los no pátio da escola secundária, fazer amigos por causa disso, comprar cassetes para gravar esses vinis, que assim se multiplicavam, ou comprar cassetes de concertos mesmo raros e mesmo mal gravados mas muito preciosos, ou cassetes gravadas com programas de rádio feitos por nós e para nós. Ou, quando aquilo que ouvíamos era muito daquilo que nós éramos – ou, como a música nos conferia uma identidade. Aquilo que ouvíamos leva-nos numa viagem por histórias pessoais de relação com a música e o seu consumo, que criaram e definiram identidades ao longo do tempo que ainda perduram.

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Teatro do Vestido | Balanço 2021

Juventude Inquieta

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Com ‘Juventude Inquieta’, o Teatro do Vestido ofereceu-nos mais uma obra-prima que resgata o bom nome do idealismo e nos põe a pensar como aqui se chegou e o que fazer para um dia destes arribarmos a algum lado onde a palavra progresso faça sentido.  - Rui Monteiro in Público, “Revista do ano” – 24/12/2021

Foto: Filipe Ferreira
Co-produção: Teatro do Vestido, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Viriato

 

Aquilo que ouvíamos

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Desta vez, o ponto de partida foi aquilo que as pessoas como Joana Craveiro e outros elementos do Teatro do Vestido ouviam nos anos 80/90 – os discos, a rádio, os concertos. A música poderia ser uma fonte de prazer, um sinal de não conformismo e uma espécie de elo de ligação entre pessoas que nem sequer se conheciam. Fiel ao seu trabalho de teatro documental, Joana Craveiro inovou mais uma vez, criando um espectáculo para uma discoteca, que trabalha com mecanismos da memória e que convoca o formato de um concerto rock. – João Carneiro in Expresso , “Os melhores de 2021″ – 11/12/2021

Foto: João Paulo Serafim
Co-produção: Teatro do Vestido, EGEACProgramação para o Espaço Público, São Luiz Teatro Municipal

 

O Teatro do Vestido tem o apoio de República Portuguesa – Cultura | DGARTES

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