Particular Universal | As Vozes das Memórias

© Joana Craveiro

paisagem humana com salinas em fundo
residência criativa em Castro Marim

Ao longo dos últimos dois anos, a equipa do Teatro do Vestido tem visitado o concelho de Castro Marim, como parte do projecto Particular Universal, coordenado pela Ou.Tra. Dentro desse conjunto amplo de iniciativas que visam a exploração artística de um território de baixa densidade populacional, o projecto específico do Teatro do Vestido tem o nome de “As Vozes das Memórias.” Partindo da memória dos lugares e das pessoas como um território vasto, cheio de sentidos e de camadas por escavar, o nosso colectivo artístico tem-se dedicado a procurar, reconhecer e mapear, de forma a poder contribuir para um arquivo comunitário por vir.

pensar na poética do trabalho de campo
organizar o arquivo
procurar desenhar o mapa ir ao encontro das vozes


são os objectivos desta residência de Junho.
por isso, estamos aqui.

O TEATRO DO VESTIDO TEM O APOIO DE

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24 a 28 de Julho

Vidigueira, Portugal

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Sob forma de residência de trabalho artístico no município da Vidigueira, esta primeira Escola de Verão do Teatro do Vestido organiza-se em torno das ideias de geografia, terra, comunidade e observação, propondo um espaço de experimentação artística e de respiração com lugares e pessoas. Aberto à comunidade artística nacional e internacional, bem como a outras disciplinas e interesses (como jornalismo, antropologia, história e mesmo as ciências exactas), esta Escola de Verão pretende criar um momento laboratorial de exploração, observação, partilha e criação artística.
 
O Teatro do Vestido é um colectivo teatral formado em 2001 e que trabalha continuamente para desenterrar histórias, memórias e, no geral, camadas de sentidos, sentimentos e reflexões sobre o nosso atribulado quotidiano/país/mundo. Dizer que fazem ‘teatro documental’ é, no seu entender, reduzir um pouco o espectro do seu trabalho. Preferem dizer que fazem teatro político, com tudo o que isso engloba e implica.

Valores de Inscrição:

150€ – s/alojamento incluído, com 5 almoços (de 24 a 28 de julho)

270€ – alojamento em quarto duplo partilhado na Hospedaria São João (check in 24/07; check out 29/07),  com 5 almoços (de 24 a 28 de julho)
 
300€ – alojamento em quarto duplo partilhado no Hotel Santa Clara* (check in 24/07; check out 29/07),  com 5 almoços (de 24 a 28 de julho)
* possibilidade de upgrade para quarto individual com um acréscimo de custo de 95€


Sugestão de alternativa de alojamento: Parque de Campismo Alqueva Rural Eco Camping (distância de 15 minutos de carro da Vidigueira) 


data limite de inscrição: 9 de Julho, 2023
participantes: 12
comunicação de selecção: 16 de Julho, 2023

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Aquilo que ouvíamos

(c) João Paulo Serafim

Após várias sessões esgotadas no verão de 2021, na discoteca Lux Frágil em Lisboa, “Aquilo que ouvíamos” regressa aos palcos para uma apresentação única, integrada no Festival de Teatro de Almada.

6 de Julho ás 22h

Escola D. António da Costa (Palco Grande), Almada

+info e bilheteira em festival.ctalmada.pt

era exactamente assim que era
se nos lembrássemos de como era e,
de certa forma, lembramo-nos.

‘Está a gravar?’

Desta vez voltámos para nós próprios o gravador.

era exactamente assim que era se nos lembrássemos de como era e,

de certa forma, lembramo-nos.

Convidámos uma banda (3 músicos) e mais 2 músicos, num total de 5, para que, no barulho ensurdecedor que fazem (chama-se música, pá!, ah, pois é), não nos deixarem pensar assim muito. Lembrarmo-nos, chega. Contar uns aos outros, chega. Dançar, também. Cantar, por vezes, trautear, outras. Outras, só ficar a ouvir, chega.

Desta vez, voltámos para nós o gravador. Está a gravar, sim, o que é contas sobre isto?

Aquilo que ouvíamos parte das nossas experiências de escuta de música alternativa – de diferentes estilos – de meados dos anos 80 à passagem para os anos 90 (sendo que, em cena, estão diferentes gerações, por isso será mais rigoroso dizer que se estende no tempo para além [e antes] desse tempo). É, sobretudo, um espectáculo sobre como a música foi e é parte da identidade das pessoas que a escutam, e sobre um tempo em que a materialidade da música era crucial e em que muitas das nossas actividades e vivências se organizavam em torno disso.

Por exemplo, comprar vinis com parcas mesadas, trocá-los no pátio da escola secundária, fazer amigos por causa disso, comprar cassetes para gravar esses vinis, que assim se multiplicavam, ou comprar cassetes de concertos mesmo raros e mesmo mal gravados mas muito preciosos, ou cassetes gravadas com programas de rádio feitos por nós e para nós. Ou, quando aquilo que ouvíamos era muito daquilo que nós éramos – ou, como a música nos conferia uma identidade.

Aquilo que ouvíamos leva-nos numa viagem por histórias pessoais de relação com a música e o seu consumo, que criaram e definiram identidades ao longo do tempo que ainda perduram.


O TEATRO DO VESTIDO TEM O APOIO DE

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