AQUILO QUE OUVÍAMOS | TEATRO CARLOS ALBERTO – PORTO | CANCELADO

AQUILO QUE OUVÍAMOS
O espetáculo Aquilo que Ouvíamos foi cancelado, por motivo de isolamento profilático de um elemento do elenco. Os espectadores que tiverem adquirido bilhetes serão contactados ou poderão entrar em contacto com os serviços de bilheteira do São João, através do número 22 340 19 10 ou do e-mail bilheteira@tnsj.pt, para garantir a troca ou o reembolso dos ingressos. Agradecemos a sua compreensão.

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foto (c) João Paulo Serafim

Aquilo que ouvíamos

era exactamente assim que era
se nos lembrássemos de como era
e,
de certa forma,
lembramo-nos.

 

‘Está a gravar?’
Desta vez voltámos para nós próprios o gravador.

Convidámos uma banda (3 músicos) e mais 2 músicos, num total de 5, para que, no barulho ensurdecedor que fazem (chama-se música, pá!, ah, pois é), não nos deixarem pensar assim muito. Lembrarmo-nos, chega. Contar uns aos outros, chega. Dançar, também. Cantar, por vezes, trautear, outras. Outras, só ficar a ouvir, chega.

Desta vez, voltámos para nós o gravador.
Está a gravar, sim, o que é contas sobre isto?

Aquilo que ouvíamos parte das nossas experiências de escuta de música alternativa – de diferentes estilos – de meados dos anos 80 à passagem para os anos 90 (sendo que, em cena, estão diferentes gerações, por isso será mais rigoroso dizer que se estende no tempo para além [e antes] desse tempo). É, sobretudo, um espectáculo sobre como a música foi e é parte da identidade das pessoas que a escutam, e sobre um tempo em que a materialidade da música era crucial e em que muitas das nossas actividades e vivências se organizavam em torno disso.

Por exemplo, comprar vinis com parcas mesadas, trocá-los no pátio da escola secundária, fazer amigos por causa disso, comprar cassetes para gravar esses vinis, que assim se multiplicavam, ou comprar cassetes de concertos mesmo raros e mesmo mal gravados mas muito preciosos, ou cassetes gravadas com programas de rádio feitos por nós e para nós. Ou, quando aquilo que ouvíamos era muito daquilo que nós éramos – ou, como a música nos conferia uma identidade. Aquilo que ouvíamos leva-nos numa viagem por histórias pessoais de relação com a música e o seu consumo, que criaram e definiram identidades ao longo do tempo que ainda perduram.

TEXTO E DIRECÇÃO JOANA CRAVEIRO

CO-CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO ESTÊVÃO ANTUNES, INÊS ROSADO, JOANA CRAVEIRO, TÂNIA GUERREIRO

MÚSICOS CONVIDADOS (COCRIAÇÃO, COMPOSIÇÃO E INTERPRETAÇÃO) BRUNO PINTO, FRANCISCO MADUREIRA, LOOSERS (JOSÉ MIGUEL RODRIGUES, RUI DÂMASO E TIAGO MIRANDA)

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL RICARDO JERÓNIMO, SÓNIA GUERRA, TATIANA DAMAYA

COLABORAÇÃO CRIATIVA SÉRGIO HYDALGO

CENOGRAFIA CARLA MARTINEZ

FIGURINOS TÂNIA GUERREIRO

IMAGEM JOÃO PAULO SERAFIM

VÍDEO DIRETO JOÃO PAULO SERAFIM, HENRIQUE ANTUNES, SÓNIA GUERRA, TATIANA DAMAYA

DESENHO DE LUZ E OPERAÇÃO LEOCÁDIA SILVA

DESENHO DE SOM PEDRO BAPTISTA, SÉRGIO MILHANO (PONTOZURCA)

OPERAÇÃO DE SOM PEDRO BAPTISTA

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO ALAÍDE COSTA

CO-PRODUÇÃO EGEAC – PROGRAMAÇÃO EM ESPAÇO PÚBLICO, SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL, TEATRO DO VESTIDO, TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO

APOIOS CENTRO CULTURAL VILA FLOR, FX ROADLIGHTS, ZDB

O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada por República Portuguesa – Cultura | DGARTES

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