Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas

Uma criação do Teatro do Vestido, com investigação, texto, direcção e interpretação de Joana Craveiro

7 e 8 de Maio | 15h00 | Teatro Carlos Alberto – Porto
FITEI 2021 | Festival Internacional de Expressão Ibérica | Bilhetes: TNSJ

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Depois de encontro adiado em 2020, regressa agora ao FITEI este importante e emblemático trabalho do Teatro do Vestido, que o crítico do jornal Público Jorge Louraço Figueira descreveu como “um tesouro dado aos portugueses.” Sobre este espectáculo, ainda, escreveu Rui Pina Coelho, “Como crítico, sinto uma vontade apaixonada de o defender, de o discutir, de o analisar, como parte da resistência da minha geração ao esquecimento histórico.”

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Que espectáculo é, então, este? Que teatro é este?, como perguntava um espectador no final de uma das récitas no Festival de Teatro de Almada. Construído a partir de uma intensa pesquisa ao longo de 6 anos, este projecto percorre mais de 80 anos da história de Portugal, centrando-se em três momentos/períodos cruciais: A Ditadura do Estado Novo, a Revolução do 25 de Abril de 1974, e o Processo Revolucionário que se lhe seguiu. Ao longo de quase 6 horas de teatro – pontuadas pelas histórias de vida, objectos, documentos, e muito mais coisas recolhidas por Joana Craveiro – com um jantar revolucionário de permeio, desenrola-se este verdadeiro acontecimento teatral, naquilo que a jornalista Inês Nadais descreveu como “uma reconstituição ‘quase detectivesca’ de uma boa parte do século XX português – incluindo pessoas comuns que nunca tinham falado e que, mais do que ‘personagens reais’ de um espectáculo de teatro, se transformam aqui em protagonistas da História.” Palavras-chave a reter desta descrição acutilante de Inês Nadais: pessoas comuns tornadas protagonistas.

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Ou a História escrita por quem a fez enquanto a vivia simultaneamente. E aqui reproduzida por quem a ouviu ser contada por esses que a fizeram, de facto.

Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas figurou na lista dos melhores espectáculos do ano 2014 dos jornais Expresso e Público e foi nomeado para melhor espectáculo do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores. Recebeu o Prémio do Público do Festival de Almada em 2015. Tem estado em digressão desde a sua estreia em 2014, tendo sido apresentado internacionalmente, em Londres, Paris, Santiago de Compostela, Santos e Belo Horizonte.

Bilhetes à venda no Teatro Nacional São João

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Investigação, texto, direcção e interpretação Joana Craveiro Colaboração criativa e assistência Rosinda Costa e Tânia Guerreiro Figurinos Ainhoa Vidal Desenho de luz João Cachulo Operação de Luz Cristóvão Cunha Operação de Som Igor de Brito Direcção de produção Alaíde Costa Co-produção Teatro do Vestido, Negócio/ZDB, São Luiz Teatro Municipal Apoio Citemor – Festival de Montemor-o-Velho e Festival Alkantara
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“Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas” estreou em 2014, no contexto da Tese de Doutoramento de Joana Craveiro. A realização da tese contou com o apoio de República Portuguesa – Ciência e Tecnologia, Fundação para a Ciência e Tecnologia, QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, UE – Fundo Social Europeu

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O Teatro do Vestido tem o apoio de República Portuguesa – Cultura | DGARTES

 

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