ILHAS

Em 2008, apresentações :
Escrita na Paisagem, Arraiolos – 13 de Setembro
Negócio ZdB, Lisboa – 15 a 18 e 22 a 25 de Outubro
Bomba Suicida, Lisboa
– 10 a 13 e 17 a 21 de Dezembro

Partimos para este trabalho mais determinados do que nunca a construir/sedimentar uma comunidade. Não lhe queremos chamar “nossa” porque seria clamar pertença de uma coisa que na verdade não nos pertence. Mas sim da qual fazemos parte. Uma comunidade pressupõe agentes de estatuto igualitário. No caso, porque nós fazemos o teatro, parece que somos nós a dirigir a comunidade. Mas sentimos que nós nos limitámos a marcar o encontro – foi isso que fizemos.

Quando afirmávamos no fim do espectáculo “estamos prontos para responder às vossas perguntas”, estávamos nesta demanda comunitária. Mas sim, claro, apagámos a luz antes de responder às perguntas, e se calhar não o devíamos ter feito. Mas a luz apagada não pode apagar todas essas perguntas que ficaram por fazer. peta dunia . Vamos por favor reunir-nos para em conjunto conseguirmos encontrar a resposta.

Desejamos ser parte de uma comunidade plena de perguntas, de inquietações, de irritações, de episódios hilariantes, e de vontade, muita, de ver o que se passa, o que andamos a fazer – e  que nos digam a nós o que andam a fazer no vosso dia a dia e solicitar-nos que coloquemos isso de alguma forma no nosso trabalho. O nosso trabalho é a forma que encontrámos de fazer o exercício da nossa cidadania. Mas pensamos que isso não se esgota na apresentação dos espectáculos. Tem que ir para além disso. Gostaríamos de contar com a vossa colaboração neste processo.

Desde já agradecemos a construção de uma plataforma de pensamento e de acção sobre a realidade, e queremos continuar a partir dessa base de partilha.
“…Até poderíamos sonhar com uma comunidade de sonhadores que se juntassem para sonhar o que vem aí.” (John D. Caputo)

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RESIDÊNCIA Os Fragmentos Delas

Oficinas do Convento – Convento de São Francisco, Montemor-o-Novo
11 Abril, 22h – entrada livre

Apresentação informal de materiais referentes à criação do espectáculo Porque na Noite Terrena Sou Mais Fiel que um Cão, do Teatro do Vestido

O nosso ponto de partida é o universo e algumas obras de três autoras: Elizabeth Bishop, Marina Tsvietaeva, Margaret Atwood. Desse ponto de partida afinal abrangente e ao mesmo tempo vasto no qual nos perdemos sempre sem saber para onde ir, vamos construindo pequenas portas, diques e outras coisas, dentro dos quartos delas.
Elas trabalham sobre as seguintes ideias: jogo,diabo, causas perdidas, vencidos, um herbário, perda, morte, um funeral.
Elas trouxeram fotografias delas.
E criaram jogos cujas regras só elas sabem, e percursos que só elas sabem descrever.

Nós vemos de fora, espantados.
Nós somos palavras numa língua estrangeira em revisão ortográfica.
Elas estão atrasadas em relação a todos os outros.
As ilhas estão por cartografar, e o houve alguém que não compareceu ao encontro apesar de ter dito que viria.
Estamos todos à espera.
E sabemos dizer exactamente quando esta se tornou numa batalha perdida.

Queríamos ser arqueólogos à procura delas, mas não conseguimos. Ficamos pela ficção. Sim, ficamos por aí.

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