[agora já tinham passado dez anos e] nem sombra deles em lado algum

Estreia ZDB Negócio, Lisboa | 6 a 12 de Outubro
Desenvolvido em Colaboração, com direcção de Joana Craveiro e interpretação de Gonçalo Alegria, Joana Craveiro, Pedro Caeiro, Rosinda Costa, Simon Frankel, Tânia Guerreiro.

Em 2001 o Teatro do Vestido apresentou na Galeria Zé dos Bois Tua, a sua primeira criaçãoEm Outubro, retornou à ZDB, no NEGÓCIO, celebrando e confrontando uma década. Este aniversário é ocasião para, com ele, também o público e a ZDB reflectir, conjecturar e festejar.

isto não é um objecto nostálgico
isto não é uma reconstituição
isto não é um trabalho de arquivo
isto não é uma reinvenção
isto se calhar não é o que parece
isto se calhar afinal é todas as coisas que diz não ser

é uma espécie de celebração, mas mais do presente do que do passado. É que de facto passaram dez anos e nós, perplexos, decidimos começar a falar sobre isso.
como é que se comemora e reflecte acerca de 10 anos de trabalho de uma companhia? Com esta premissa, o Teatro do Vestido lança-se aos seus arquivos, dossiers, textos não editados, e as memórias de cada um, não exactamente para recontar ou reconstituir uma história, ou para chapinhar na nostalgia, mas para construir um novo objecto performativo e assim o passado deixar de ser uma coisa obsoleta para passar a ser algo com que se constrói o futuro.

Ao escrever sobre a sua performance A Decade of Forced Entertainment, a companhia Forced Entertainment dizia: “part autobiographical, part archive, part historical meditation and part theoretical speculation”.
Sem querermos copiá-los, ainda assim dizemos: o mesmo.
Desde o início da companhia que queríamos comemorar os dez anos dela. E este ano vamos finalmente conseguir.

Este é um objecto performativo circunstancial, efémero e único, que reflecte o nosso percurso de 10 anos enquanto companhia de pesquisa e criação.

- pensei: onde é que estiveste este tempo todo?
- também já pensei isso uma vez
- depois pensei que nunca mais ia acabar
- também pensei que nunca mais ia acabar
- pensei que já passou um ano e parece impossível que tenha aparecido isto
- pensei se tinha alguma coisa para dizer
- penso sempre isso
- pensei: porque é que eles continuam a não ter confiança no que têm para dizer?
(fragmento de uma cena desta peça)’

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