27 Agosto 2009
Por Simon Frankel
“Vivemos no universo da sobreexposição e da obscenidade, saturado de clichês, onde a banalização e a descartabilidade das coisas e imagens foi levada ao extremo” (PEIXOTO, Nelson Brissac 1988, 367).
O olhar estrangeiro sobre as coisas. Ser de fora, ver de fora, estar fora, vá para fora… cá dentro.
Observar o “outro” e registar.
Hoje foi sobre procurar, resistir, organizar o pensamento, estruturar e mostrar. Foi perceber o tempo e confiar. Apresentar uma palestra sobre a banalização e rapidez das imagens, o olhar exterior, o estrangeiro, o preconceito, o nacionalismo, a interpretação condicionada da realidade.
“Ser estrangeiro não é apenas habitar um outro país e falar uma outra língua que não seja a de origem. Ser estrangeiro é a própria condição humana. Somos todos estrangeiros para nós mesmos (…)
O estrangeiro pode ser concebido como o outro que habita um outro país, outras leis, que fala uma outra língua. Aquele representado por hábitos culturais e sociais diferenciados, evocando estranhamento a quem se aproxima para conhecer e/ou partilhar.” (Ivo de Andrade Lima Filho)
Compreender o percurso pessoal dentro do colectivo.
Tenho o meu lugar.
Perceber que tudo o que vejo é paisagem.