{"id":10109,"date":"2019-12-12T12:37:07","date_gmt":"2019-12-12T12:37:07","guid":{"rendered":"http:\/\/teatrodovestido.org\/?p=10109"},"modified":"2019-12-12T12:37:07","modified_gmt":"2019-12-12T12:37:07","slug":"comeca-hoje-a-nossa-viagem-poetica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/?p=10109","title":{"rendered":"Come\u00e7a hoje a nossa viagem po\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-10109-1\" width=\"640\" height=\"360\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Teaser-Viagem-a-pt-media_2.mp4?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Teaser-Viagem-a-pt-media_2.mp4\">http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Teaser-Viagem-a-pt-media_2.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<h2><strong>Viagem a Portugal <\/strong><\/h2>\n<h2><strong>ou como saber quando a viagem acaba<\/strong><\/h2>\n<p>Sabemos como estas coisas se passam. Metemos o carro ao caminho sem destino e depois \u00e9 isto. \u00c0s terras sucedem-se as terras, \u00e0s estradas as estradas, e \u00e0s paragens as paragens. N\u00e3o h\u00e1 como saber at\u00e9 onde.<\/p>\n<p>Desde h\u00e1 anos a esta parte a trabalhar em regime intensivo sobre mem\u00f3rias de pessoas, hist\u00f3rias de vida, mem\u00f3rias de trabalho, de terras, de lugares, demos por n\u00f3s com o carro cheio.<\/p>\n<p>N\u00e3o cabia mais nada, mas \u2013 por onde come\u00e7ar?<\/p>\n<p>O projecto viagem a Portugal iniciou-se oficialmente em Janeiro passado, com a colabora\u00e7\u00e3o com as Com\u00e9dias do Minho \u2013 cham\u00e1mos-lhe Paragem Minho. Foi toda uma viagem. Depois cheg\u00e1mos ao Centro, que and\u00e1vamos a rondar e a percorrer desde o ano passado. Foi em colabora\u00e7\u00e3o com o Festival Materiais Diversos, em Alcanena, em Setembro. E, agora, Viseu. Uma paragem singular que marca o fim da viagem sem fim. E durante todo o tempo, aquela m\u00fasica. Aquela.<\/p>\n<p>Porque a paragem final de um projecto \u00e9 sempre o culminar de alguma coisa que se andou a escavar, bem-vindos \u00e0 nossa dramaturgia em camadas, \u00e0 nossa poesia, \u00e0s nossas homenagens \u2013 a Jos\u00e9 Saramago, a Sophia de Mello Breyner, a Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco, que nos morreu t\u00e3o de repente; \u00e0s pessoas que nos contaram as suas hist\u00f3rias, \u00e0s pessoas-protagonistas de todas as hist\u00f3rias que nos constituem e que nos trazem at\u00e9 aqui. Bem-vindos \u00e0 nossa confus\u00e3o, \u00e0 nossa interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e0 nossa leitura das coisas; bem-vindos \u00e0s nossas d\u00favidas, \u00e0s nossas aus\u00eancias, ao que nos falta saber, ao que n\u00e3o nos foi explicado e que tivemos que tentar perceber de uma maneira muito nossa. Na margem, de certa maneira, a olhar o centro das coisas e a pensar \u2013 e como \u00e9 que se fala disto tudo? E o que \u00e9 isto de um pa\u00eds? Aprendemos com os outros, os Antes de N\u00f3s, o pre\u00e7o e o valor de certas Coisas, que n\u00e3o s\u00e3o na verdade Coisas mas Valores, Princ\u00edpios e Direitos. Fazer perguntas na volta das respostas, eternamente perguntar porqu\u00ea, explica-me, como assim?, outra vez. Olha outra vez quando n\u00e3o v\u00eas esperan\u00e7a. Procura outra vez quando te dizem que j\u00e1 n\u00e3o d\u00e1. Vai l\u00e1 outra vez quando te falam em muros e em portas e em como \u00e9 dif\u00edcil, mania de usar essa palavra como se n\u00e3o houvesse outra. Dif\u00edcil. Pois.<\/p>\n<p>Teatro do Vestido, 18 anos de idade, a bra\u00e7os com uma ideia de Portugal e abrindo-a ao mundo, que o nosso problema (como pa\u00eds) foi por vezes estarmos abertos ao mundo no s\u00edtio errado e sem nos abrirmos de facto \u2013 fosse por medo, complexos, ou simplesmente porque acredit\u00e1vamos que era mais seguro sozinhos \u2013 ou porque n\u00e3o sab\u00edamos como fazer.<\/p>\n<p>Partimos para esta \u00faltima paragem a saber que o que t\u00ednhamos feito nas paragens anteriores era irrepet\u00edvel. Esta \u00e9, por isso, uma estreia mesmo. E que alegria que o seja aqui, no Teatro Viriato, a que chamamos <strong>Casa<\/strong>; com esta equipa, a que chamamos <strong>Fam\u00edlia<\/strong>.<\/p>\n<p>Esta viagem n\u00e3o foi pensada como manifesto, mas como pergunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Joana Craveiro<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">(j\u00e1 sabem que isto foi escrito naquela velha ortografia)<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/VaP_Rodap\u00e9.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10112\" src=\"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/VaP_Rodap\u00e9.png\" alt=\"VaP_Rodap\u00e9\" width=\"1118\" height=\"342\" srcset=\"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/VaP_Rodap\u00e9.png 1118w, http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/VaP_Rodap\u00e9-300x91.png 300w, http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/VaP_Rodap\u00e9-1024x313.png 1024w, http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/VaP_Rodap\u00e9-500x152.png 500w\" sizes=\"(max-width: 1118px) 100vw, 1118px\" \/><\/a><\/h5>\n<h5><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viagem a Portugal ou como saber quando a viagem acaba Sabemos como estas coisas se passam. 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