{"id":5096,"date":"2012-10-31T11:09:00","date_gmt":"2012-10-31T11:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/teatrodovestido.org\/?page_id=5096"},"modified":"2012-10-31T11:09:57","modified_gmt":"2012-10-31T11:09:57","slug":"texto","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/?page_id=5096","title":{"rendered":"Texto"},"content":{"rendered":"<p>Resid\u00eancia\u00a0<strong>Festival Escrita na Paisagem<\/strong>\u00a0| 23 a 28 de Julho<br \/>\nEstreia\u00a0<strong>Monte do Quiosque<\/strong>, \u00c9vora | 28 de JulhoDesenvolvido em Colabora\u00e7\u00e3o, com direc\u00e7\u00e3o de Gon\u00e7alo Alegria e interpreta\u00e7\u00e3o de Joana Craveiro, Ainhoa Vidal e In\u00eas Rosado.<\/p>\n<p>A In\u00eas pergunta-me, mas afinal este trabalho \u00e9 sobre o qu\u00ea? N\u00e3o leste o projecto, pergunto, \u00e9 sobre o mesmo de sempre, pessoas, lugares, mem\u00f3rias. S\u00f3 que desta vez n\u00e3o estamos na cidade, ou nos livros. Estamos a come\u00e7ar aqui no Alentejo, na Azaruja. Estamos a pensar as coisas que nos movem. Estamos a querer um estado, uma concentra\u00e7\u00e3o para escrever. N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que fazemos isto. O Esta \u00e9 a minha cidade e eu quero viver nela \u00e9 a partir da cidade, este \u00e9 a partir do campo.<br \/>\nOk, o tempo \u00e9 outro, este \u00e9 mais longo, mais esparso, como as dist\u00e2ncias das casas e dos montes entre elas. O Sobre os Escombros est\u00e1 a ser isso e sobretudo est\u00e1 a ser sobre o que resta depois de andarmos a dar com a cabe\u00e7a nas paredes com o estado das coisas neste momento. A ideia inicial come\u00e7ou h\u00e1 2 anos. Era suposto seguir durante um ano um grupo de pessoas, depois n\u00e3o deu, n\u00e3o havia lugar, n\u00e3o havia dinheiro e depois um jornal come\u00e7ou com uma coisa chamada 1 ano na crise ou coisa semelhante, e ai percebi que n\u00e3o conseguir\u00edamos nunca uma vis\u00e3o assim. N\u00e3o somos rep\u00f3rteres.<br \/>\nMas ent\u00e3o este trabalho \u00e9 sobre o qu\u00ea? \u00c9 Sobre os Escombros, pensei que o t\u00edtulo dispensaria a sinopse, escombros \u00e9 aquele restolho das casas abandonadas, ou destru\u00eddas e sobre \u00e9 estar em cima a tentar perceber\u00a0 o que \u00e9 que aconteceu.<br \/>\n<img alt=\"\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d2q0qd5iz04n9u.cloudfront.net\/_ssl\/proxy.php\/http\/gallery.mailchimp.com\/bc722e346cdf4087fb65b691a\/images\/ESCOMBROS1_web.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<strong>Dia 1 \u2013 A Paisagem.<\/strong><br \/>\nCome\u00e7amos a resid\u00eancia, \u00e9 uma resid\u00eancia de escrita na paisagem. O que estamos aqui a fazer \u00e9 procurar um estado que nos permita pensar e escrever este trabalho. Um trabalho que se resolve e se explica no trabalho. Ah! Este trabalho tem a dura\u00e7\u00e3o de um ano. Come\u00e7ou agora dia 23 de Julho de 2012 e e terminar\u00e1 no ano seguinte, algures no Julho de 2013.<br \/>\nA paisagem \u00e9 a primeira miss\u00e3o, elas foram enviadas para um passeio, um caminho lento, para encontrarem uma inquieta\u00e7\u00e3o. Passa-se tudo no plano horizontal. Depois regaram o jardim. Durante todo o dia em v\u00e1rios momentos escrever, escrever, escrever.<\/p>\n<p><strong>Dia 2 \u2013 As Pessoas<\/strong><br \/>\nProcurar pessoas e ver o que elas nos d\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. As pessoas nunca est\u00e3o fora de casa na torreira do sol. Os bravos que se aventuram fazem as suas tarefas de ir comprar uma lata de gr\u00e3o ou levantar dinheiro do multibanco. Este\u00a0<em>Sobre os Escombros<\/em>\u00a0\u00e9 a nossa tentativa de viver fora da cidade e perceber-nos fora da cidade, como vivem as pessoas fora delas, como as esta\u00e7\u00f5es e apeadeiros ficam abandonadas. Tentamos encontrar uma correspond\u00eancia e percebemos que esta passa apenas por comunicar, estar atento e ouvir. D\u00e3o-nos conselhos, recebem-nos na sua casa, falam-nos de inunda\u00e7\u00f5es e de constru\u00e7\u00e3o civil. H\u00e1 uma mulher que j\u00e1 caiou e agora pinta a tira azul e o mec\u00e2nico pinta a tela do avi\u00e3o e faz testes em motores e h\u00e9lices<br \/>\nVimos aves de rapina que at\u00e9 agora n\u00e3o sabemos a esp\u00e9cie nem o g\u00e9nero. Planam em circulos aproveitando as correntes de ar quente. Como as cegonhas.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d2q0qd5iz04n9u.cloudfront.net\/_ssl\/proxy.php\/http\/gallery.mailchimp.com\/bc722e346cdf4087fb65b691a\/images\/ESCOMBROS2_web.jpg\" alt=\"\" width=\"557\" height=\"836\" align=\"none\" \/><br \/>\n<strong>Dia 3 \u2013 O Problema<\/strong><br \/>\nEste dia \u00e9 sobre a teia das pessoas, liga\u00e7\u00f5es, as idas e as vindas, o abandono, o jogo humano do explorador e do explorado. Fam\u00edlias. Pedi-lhes que me apresentassem uma solu\u00e7\u00e3o para as quest\u00f5es humanas. Afinal precisamos de perceber como resolver a nossa vida. O quotidiano da alimenta\u00e7\u00e3o. Lavei o tanque com o Jo\u00e3o. Reguei. De noite jant\u00e1mos em fam\u00edlia<\/p>\n<p><strong>Dia 4 \u2013 A Possibilidade<\/strong><br \/>\nPara n\u00e3o nos deixarmos tomar pelo Problema, tent\u00e1mos arranjar um outro ponto de vista. Como o das aves de rapina. Ficamos a perceber que l\u00e1 em baixo \u00e9 tudo pequeno. Aqui a 2000 metros de altitude vimos o s\u00edtio onde estamos a trabalhar. Ali mais para o lado da linha de comboio, e o apeadeiro que a servia.<\/p>\n<p><strong>Dia 5 \u2013 A pausa.<\/strong><br \/>\nAinda n\u00e3o aconteceu, mas tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 parar. N\u00e3o sabemos o dia de amanh\u00e3 e em rigor vamos cumprir a nossa miss\u00e3o que \u00e9 come\u00e7ar isto. Escrever, apresentar, escrever, apresentar.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d2q0qd5iz04n9u.cloudfront.net\/_ssl\/proxy.php\/http\/gallery.mailchimp.com\/bc722e346cdf4087fb65b691a\/images\/ESCOMBROS3_web.jpg\" alt=\"\" width=\"557\" height=\"370\" align=\"none\" \/><br \/>\n<strong>Dia 6 \u2013 ?????<\/strong><br \/>\n\u00c0s 21h30 apresentar o resultado destes 6 dias de trabalho, num s\u00edtio chamado Monte do Quiosque, perto do apeadeiro da Azaruja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resid\u00eancia\u00a0Festival Escrita na Paisagem\u00a0| 23 a 28 de Julho Estreia\u00a0Monte do Quiosque, \u00c9vora | 28 de JulhoDesenvolvido em Colabora\u00e7\u00e3o, com direc\u00e7\u00e3o de Gon\u00e7alo Alegria e interpreta\u00e7\u00e3o de Joana Craveiro, Ainhoa Vidal e In\u00eas Rosado. 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