{"id":2718,"date":"2010-10-06T17:02:21","date_gmt":"2010-10-06T16:02:21","guid":{"rendered":"http:\/\/teatrodovestido.org\/?page_id=2718"},"modified":"2017-06-15T19:22:30","modified_gmt":"2017-06-15T18:22:30","slug":"dia-1","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/?page_id=2718","title":{"rendered":"Dia #1"},"content":{"rendered":"<p>24 Agosto 2010<\/p>\n<p>Por Joana Craveiro<\/p>\n<p><em>\u201cUm senhor com a m\u00e3o de lado<br \/>\nas pessoas arranjam o cabelo quando chegam<br \/>\np\u00f5em os \u00f3culos na cabe\u00e7a,<br \/>\ntentam parecer como que sa\u00eddas de um filme;<br \/>\nna travessa das damas, m\u00fasica latino americana<br \/>\nde repente cuba irrompe em \u00c9vora e eu sem saber porqu\u00ea;<br \/>\nas pessoas que chegam com sacos, que desaparecem<br \/>\nao virar da esquina, antes mesmo de<br \/>\neu levantar os olhos do caderno<br \/>\n&#8211; a lavandaria antiga, escrever sobre ela, mas o qu\u00ea? &#8211;<br \/>\nas ruas desertas de pessoas e n\u00e3o poder<br \/>\nescrever sobre o corpo porque n\u00e3o h\u00e1 corpo \u2013<br \/>\ns\u00f3 o meu\u201d<\/em> (do di\u00e1rio do dia #1)<\/p>\n<p>A nossa resid\u00eancia \u00e9 um trabalho no futuro chamado Chegadas. Como o nome indica, \u00e9 sobre o acto de chegar. A resid\u00eancia \u00e9 sobre o corpo quando chega. O festival pediu-nos que fosse sobre o corpo local.<br \/>\nHoje compreendemos que LOCAL \u00e9 um s\u00edtio pequeno onde nos perdemos porque n\u00e3o encontr\u00e1mos quase ningu\u00e9m que se inscrevesse na categoria. CORPO \u00e9 outra problem\u00e1tica porque nos implica a n\u00f3s e ao outro, e descobrimos nas nossas derivas uma cidade em partes abandonada.<br \/>\nAmanh\u00e3 prosseguimos as derivas com novas coordenadas emprestadas uns dos outros, ainda \u00e0 procura do LOCAL, ainda na demanda do CORPO.<\/p>\n<p><em>\u201cSentada na Pra\u00e7a do Giraldo pergunto-me o<br \/>\nque significa o LOCAL do corpo local, porque estes<br \/>\ncorpos me parecem tudo menos locais, falam l\u00ednguas<br \/>\nestrangeiras, tocam na est\u00e1tua sem pudor<br \/>\ne com ironia, e ningu\u00e9m parece chegar a esta pra\u00e7a,<br \/>\ntodos parecem de passagem para algum lado,<br \/>\ntirando uns que especificamente acabam de<br \/>\nchegar (estes sim)<br \/>\npara  especificamente colocarem as m\u00e3os na fonte e dizer<br \/>\nest\u00e1 t\u00e3o boa\u201d<\/em> (do di\u00e1rio do dia #1)<\/p>\n<p>Mas porqu\u00ea isto das chegadas, e onde foram inventar essa do corpo e afinal de contas, porque \u00e9 que voc\u00eas v\u00eam para aqui?<\/p>\n<p>1.    Porque nos lembr\u00e1mos de construir um projecto sobre esse tema. Queremos investigar isso a fundo. De partir j\u00e1 fal\u00e1mos e fal\u00e1mos. E agora, por uma vez, ao contr\u00e1rio do costume.<br \/>\n2.    O corpo quando chega n\u00e3o fomos n\u00f3s que invent\u00e1mos. N\u00f3s s\u00f3 estamos a responder.<br \/>\n3.    Porque gostamos de vir. Permitem-nos?<\/p>\n<p>Esta resid\u00eancia tem como \u00fanico objectivo pesquisar, reflectir, procurar e derivar.<br \/>\nFaremos uma apresenta\u00e7\u00e3o dos materiais reunidos e algumas das nossas reflex\u00f5es. Entretanto, damos passeios solit\u00e1rios entre as 9h30 e as 12h30 de cada dia nesta cidade branca \u2013 e chamamos a essas incurs\u00f5es Derivas. Elas s\u00e3o o esqueleto de tudo isto. Com elas, constru\u00edmos coisas durante a tarde, que mais tarde ainda ser\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o coisas mas ter\u00e3o nome, estar\u00e3o em frente a algu\u00e9m, estar\u00e3o presentes.<\/p>\n<p>J.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/scamquestra.com\/24-bekapy-sohranenie-informacii-dlya-sledstviya-32.html\">https:\/\/scamquestra.com\/24-bekapy-sohranenie-informacii-dlya-sledstviya-32.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24 Agosto 2010 Por Joana Craveiro \u201cUm senhor com a m\u00e3o de lado as pessoas arranjam o cabelo quando chegam p\u00f5em os \u00f3culos na cabe\u00e7a, tentam parecer como que sa\u00eddas de um filme; na travessa das damas, m\u00fasica latino americana &hellip; <a href=\"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/?page_id=2718\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2718","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2718"}],"collection":[{"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2718"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7483,"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2718\/revisions\/7483"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/teatrodovestido.org\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}