CHEGADAS Festival Escrita na Paisagem, Évora

Estação Ferroviária de Évora – Largo da Estação
28 Agosto 2010 (sábado), 21h30
Entrada Livre

Peça de teatro documental sobre actos de chegar e algumas das implicações desse verbo.

Aquele sítio onde paramos vindos de não sei onde. Aquele não lugar. Aquele sorriso que trazíamos, expectantes. Aquele olhar inquieto. Aquela coisa de que nos esquecemos no banco de trás. Aquela pessoa que deixámos para trás. A forma de entrar, de andar, de sair, de procurar com olhos, de tropeçar.

E agora nós éramos pessoas que sabíamos perfeitamente estar à altura de qualquer situação.  E agora nós éramos pessoas que não precisávamos que nos viessem buscar. E agora nós não tínhamos esta sensação de orfandade, e sabíamos o que fazer numa gare vazia.

I – E entretanto chega já uma mulher loura com um sorriso,  encontra-se com um homem que a espera sem grande intimidade e mais à frente com o seu pai. Enquanto conversa com o seu pai, abre a mala e quase a esvazia retirando três pacotes de cartão e dois cadernos que entrega ao homem, ficando apenas com uma muda de roupa na mala. Despede-se do homem e segue caminho com o seu pai.

R – Uma senhora numa mesa parecia só. Chega outra, sua amiga decerto. Pensei ainda bem, vão falar. A outra começa a fazer gestos que eu não percebo. Chega outro senhor, que também gesticula. São mudos, são todos mudos. Eu penso, que sorte a deles – estão protegidos pelo silêncio, a origem e o fim de tudo, do som e da palavra.

(dos diários de trabalho/ observação)

Chegadas é uma peça em construção que partiu da ideia de uma de nós (Ela contou-me várias histórias acerca de um tempo em que havia um vidro e conseguíamos ver as pessoas antes que elas chegassem de facto. Ela disse-me que de cada vez que o pai dela partia, eles de despediam como se fosse para nunca mais se verem.)

Há um ano atrás viemos a Évora preparar materiais sobre este tema. No contexto do Festival Escrita na Paisagem, que tem acolhido sistematicamente as nossas buscas dos últimos cinco anos. Chamava-se ‘O Corpo Quando Chega,’ porque andávamos à procura do corpo local nesse acto de chegar. Foram dias e dias em que fizemos percursos pela cidade de Évora em busca dessa ideia – de a compreender, sobretudo – o que era isso do corpo local e como o poderíamos investigar. A apresentação tornou-se numa reflexão acerca desse acto de documentação. Não temos a certeza de ter inteiramente compreendido isso do corpo local, ou de termos documentado as suas diferentes chegadas.

Este ano regressamos e damos por nós aqui, nesta gare fechada à circulação de comboios.  Com os cadernos cheios de anotações de outras gares, outros terminais de chegadas, e o olhar espantado dos etnógrafos perante o desconhecido ( o nosso olhar preferido).  Estamos em processo, em dúvida, em confusão. Como aquela sensação de estar prestes a embarcar e a única certeza ser a dos números do bilhete, que nos indicam uma porta, uma gare, um cais, e depois um lugar. E durante o tempo em que dura a viagem não é preciso saber mais nada.

Em Chegadas recuperamos movimentos e textos que são como que um ensaio geral de actos quotidianos, mil vezes repetidos e vividos, mas que ninguém repara que estão lá. Todos estão demasiado ocupados em vivê-los. Desde há uns anos a esta parte, o Teatro do Vestido tem-se dedicado sistematicamente a uma observação das coisas mínimas do quotidiano com vista a inscrevê-las em objectos performativos que reflictam uma relação íntima com a realidade e transmitam o nosso olhar perplexo (apaixonado?) perante ela.

J – Afinal não estou a chegar pela primeira vez. Estou a regressar. Não se nota que sei tudo sobre este lugar?

Encenação Joana Craveiro
Criação, Interpretação, Textos Inês Rosado, Joana Craveiro, Rosinda Costa
Dramaturgia Teatro do Vestido
Instalação Gonçalo Alegria
Assistência de Encenação Lara Portela
Produção Sandra Carneiro

Co-Produção Festival Escrita na Paisagem
Apoios CP, Comboios de Portugal; Mãe Terra; REFER, EPE; Sociedade Guilherme Cossoul

Informações +351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org

http://www.escritanapaisagem.net/teatrodovestido_pc


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PORQUE NA NOITE TERRENA… Festival TranS_SintrA

Porque na Noite Terrena Sou Mais Fiel Que Um Cão

Teatro Chão de Oliva - Rua Veiga da Cunha 20, Sintra
10 Julho 2010 (sábado), 21h30

A partir do universo de Margaret Atwood, Elizabeth Bishop e Marina Tsvietaieva.

Neste projecto, cada actriz teve como proposta que a sua criação assentasse no universo de cada uma das autoras (por universo entenda-se uma perspectiva abrangente sobre a vida e a obra das mesmas). O resultado são três vozes que se cruzam na procura de uma humanidade comum, de uma resposta comum para uma mesma pergunta: afinal, para quê tudo isto, de estar agora, aqui, precisamente aqui, contigo?

Trabalhar o universo pungente de três autoras, desafiando a criação e a abordagem dramatúrgica das três actrizes da companhia.

Numa combinação de uma prosa autobiográfica, por vezes terna, por vezes dolorosa, Elizabeth Bishop e Marina Tsvietaieva parecem, não obstante, dois continentes apostados em não se tocarem. Margaret Atwood rasga as palavras como quem rasga a carne, a pele, e toca-nos com uma poesia que é como uma faca, que sangra, que esbraceja, que se consome e nos consome na dor que transmite, e na lucidez. Tudo nestas autoras é espantoso, é teatral, é dramatúrgico – cruzámos três universos poderosos e fizemo-los dialogar, ou não, para com isso falarmos de nós. E do estado das coisas fora de nós, claro.

Porque na Noite Terrena Sou Mais Fiel que um Cão é um projecto em que questionamos o que a expressão “a partir de” quer dizer, em que assumimos o ponto de partida – a obra de três poetisas – como isso mesmo: partida. E em que chegamos ao que chegamos com o esforço da construção paciente, desesperada por vezes, de materiais diversos, impressos em listas intermináveis e tentativas de organização. Espectáculo em que a fragmentação se assume como marca desta procura do “a partir de” e do nós com isso, colocamos em cena a fragilidade de três pessoas na sua confrontação umas com as outras, consigo próprias, e com as tais três poetisas que estão na génese de tudo, mas que não puderam, afinal, ficar. Tudo em nós é espanto e mais espanto, e aprendizagem de uma nova língua.

Direcção Joana Craveiro
Textos Joana Craveiro, Inês Rosado, Rosinda Costa, Tânia Guerreiro
Dramaturgia Teatro do Vestido
Co-criação/Interpretação Inês Rosado, Rosinda Costa, Tânia Guerreiro
Assistência de Direcção Gonçalo Alegria
Produção Sandra Carneiro

Co-Produção Câmara Municipal de Montemor-o-Novo/Oficinas do Convento

Apoios British Council Lisboa; Comuna, Teatro de Pesquisa; Fnac; Franco-Portugais, Lisboa; Istituto Italiano di Cultura di Lisbona; Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, Lisboa;  LP Publicidade; Rádio Europa; Relógio d’Agua Editores

Informações
+351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org

Reservas
+351 21 923 37 19
+351 91 926 32 56
+351 91 380 64 24
chaodeoliva@gmail.com

Mais info
http://www.chaodeoliva.com


(fotografia por Filipe Dâmaso Saraiva)

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ZONA #3 Apresentação Final [Sociedade Guilherme Cossoul, Campolide]

22 Junho 2010, 21h00 (1ª sessão) 22h30 (2º sessão)*

Sociedade Guilherme Cossoul
Rua Prof Sousa da Câmara, 156 – Campolide, Lisboa

[entrada livre]

“3 Duetos + A Família
Apresentação final dos trabalhos referentes à Zona #3, intitulada Lugares e Geografias. Espaços Físicos e Sonoros.

Trabalharam a partir dos espaços: físicos, sonoros, emocionais.
Visitaram a cidade de Lisboa e mostraram um mundo habitado por eles e outros. Durante estes 3 meses de trabalho foram experimentando exercícios diversos que lhes propunhamos, e mais do que isso criaram durante o tempo do zonas um trabalho individual e colaborativo. Não se pode ler esta apresentação pública como sendo um trabalho de final de um curso, é uma apresentação do encontro entre eles, no estado em que estão, uma fotografia. Tudo o que lhes propusemos eles devolveram sobre forma de criações.

Durante a zona, fizemos algumas viagens passadas dentro deles outras espalhados por sítios tão diversos como tascas lisboetas a jardins perdidos no Restelo, vistas panorâmicas sobre a linha de água da margem sul com a sombra de fábricas que funcionavam a carvão.
Os seis, trabalhando individualmente ou em grupo, criaram e desenvolveram entre si um estar nos espaços. Não se trata de um método de trabalho que promove uma linguagem, nasce a partir do encontro entre as pessoas e realiza-se partilhando em colectivo.

A Família é um pretexto para estabelecer relações entre diferentes espaços, e eles, lá colocados a criar a partir de uma premissas simples: Escolhe e trabalha a partir do espaço e Quem és tu nesta família, sendo que a princípio ninguém sabia da vida dos outros.
A família co-habita um espaço geral, depois há outros espaços singulares que são abandonados. O ponto de ínicio de cada um é solitário e depois percorrem um território onde se dá o encontro de todos.

O programa Zonas é o projecto pedagógico desenvolvido pelo Teatro do Vestido desde 2006. Assume-se enquanto laboratório de criação e colaboração, e tem como objectivo fornecer aos participantes diversas ferramentas de criação e pensamento sobre a prática performativa.

* Entrada limitada a 30 pessoas por sessão. Recomendamos marcação prévia.

Criadores: Ana Filipa Fernandes, Andrea Brandão, João Frias, Laura Carreira, Maria Aguiar, Maria Albergaria.
Equipa TdV/Orientadores: Gonçalo Alegria, Joana Craveiro.

Apoio: Sociedade Guilherme Cossoul

Informações:
+351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org
teatrodovestido.org

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SUGESTÃO TdV Palavras Daqui, Dali e Dacolá [Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa]

Elas contam coisas

Histórias do fundo dos nossos baús e gavetas, do fundo de sacos escondidos em malas, do fundo de casas fechadas há muito tempo, enfim, do fundo (seja lá o que isso for).
Histórias de lugares, objectos e pessoas.
Histórias a propósito, incidentais
Acidentais
Supérfluas
Não urgentes
Não pertinentes
Não catalogáveis
Anti-histórias (ou não).

Inserido na iniciativa Próximo Futuro/Next Future, da Fundação Calouste Gulbenkian, a convite do programa Descobrir, a Tenda de Corpo Inteiro situada nos jardins da Gulbenkian (junto à entrada da Biblioteca), recebe três contadoras de histórias mínimas: Joana Craveiro, Maria Gil e Tânia Guerreiro.
Domingos 20 e 27 de Junho e 4 de Julho, às 21h30.

Para público em geral
Local: Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian
Duração: 2 horas
Preço: 3€

Reservas/Bilhetes:
Fundação Calouste Gulbenkian/Programa Descobrir
21 782 3800 | descobrir@gulbenkian.pt



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ESTA É A MINHA CIDADE E EU QUERO VIVER NELA #3, Internacional Design Hotel, Lisboa

30 Abril e 1 Maio, 20h30 às 1h00
Internacional Design Hotel
Rua da Betesga, 3 (Rossio) Lisboa

Entrada Livre*

Para a 3ª edição do projecto de intervenção e colaboração do Teatro do Vestido, Esta é a minha Cidade e Eu Quero Viver Nela, Joana Craveiro da equipa do TdV convidou o criador e performer Miguel Bonneville.

Este espectáculo acontece em dois quartos de hotel com comunicação entre si. Mas não deixamos de estar todos sós.
Ou talvez deixemos por vezes. Assim por momentos. Este espectáculo acontece entre momentos desses. Antes de nos encontrarmos.

Este espectáculo é sobre estranhos, camas, lençóis sujos, telefones e telefonemas, comunicação, divisão, desencontrarmo-nos uma vez, o Navio Night, estar perdida de noite sem saber o caminho de regresso a casa, ser salvo por alguém, não haver salvação possível, arranjar uma alternativa, portas entreabertas, levantar o chão, cofres atrás de quadros, segredos, a solidão, não é sobre cartas, é sobre o depois das cartas, é uma carta-postal mais do que um telegrama, é sobre ter um lugar num daqueles restaurantes que está aberto a noite inteira e que tem a um canto um casal improvável e nós sozinhos noutro canto, é sobre uma música em específico, a solidão da Gena Rowlands no Opening Night, enganares-te num número, quase conseguir alguma coisa, uma declaração que é feita e para a qual não tens resposta, teres uma sensação de não caberes em lado nenhum, é sobre ele me ter deixado, é sobre acordar várias vezes durante a noite. Este espectáculo é sobre ser português.

*As intervenções iniciam às 20h30 e terminam à 1h00. Cada intervenção tem a duração aproximada de 15 minutos e uma entrada limitada a 5 pessoas.
Recomendamos marcação prévia.

Apoios: Fnac, Internacional Design Hotel, Teatro Nacional D. Maria II
Projecto Financiado pelo: Ministério da Cultura/Dgartes

Informações/Marcações
TdV +351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org

http://teatrodovestido.org

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CICLO Com as Cidades nos Olhos [Fnac do Chiado, Lisboa]

Forum Fnac do Chiado, Lisboa
20 Abril 2010, 18h30

[Entrada livre]

Palestra referente à 3ª edição da criação do Teatro do Vestido, Esta é a minha Cidade e Eu Quero Viver Nela. Mais do que publicitar este projecto, esta iniciativa inscreve-se na nossa lógica de construção de uma comunidade interessada na construção de processos performativos e sua partilha.
Este ciclo conta com a participação dos criadores do projecto Joana Craveiro e Miguel Bonneville e os convidados, a criadora Maria Gil e o psicólogo Luís Madeira.

Esta é a minha Cidade e Eu Quero Viver Nela #3 estará em cena no Internacional Design Hotel, em Lisboa, nos dias 30 de Abril e 1 de Maio.

Este espectáculo acontece em dois quartos de hotel com comunicação entre si. Mas não deixamos de estar todos sós.
Ou talvez deixemos por vezes. Assim por momentos. Este espectáculo acontece entre momentos desses. Antes de nos encontrarmos.

Apoios: Fnac, Internacional Design Hotel

Informações
TdV +351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org

http://teatrodovestido.org

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ZONA #3 Inscrições Abertas

18 Abril a 20 Junho 2010 (terças e domingos – 20h às 23h)
Sociedade Guilherme Cossoul - Rua Prof. Sousa da Câmara, 156, Campolide

Lugares e Geografias
Espaços Físicos e Sonoros

Laboratório de criação a partir de espaços físicos e sonoros. Mapear, levantar, anotar, arquitectar. Olhar para os sítios com olhos performativos, criar a partir de sítios. Com sítios dizemos lugares e sons, paisagens várias. Imagens também. Visitas guiadas ao que queremos, ao que fomos, ao que andamos à procura.

Esta é uma zona geográfica de afectos e perplexidades.Queríamos encontrar o sítio, mas ele ainda estava por fundar. Então fundámos o sítio e deixámos de saber quem éramos. Como é que te sentes sítio, por existires?
Sente-se bem, diz ele.

Zonas é o programa pedagógico desenvolvido pelo Teatro do Vestido desde 2006, e cuja base é a experimentação e partilha de métodos de trabalho em colaboração, e formas de criação com base em diversos pontos de partida, explorando diferentes formas de apresentação – instalação, escrita, performance, palestra. As apresentações finais são públicas e consistem em trabalhos de encenação e criação por parte dos alunos. A equipa do Teatro do Vestido valoriza fortemente a vontade de trabalhar em colectivo, de explorar pontos de partida diversos para a criação, e o interesse por uma ampla variedade de temas, que não se centralize somente no teatro.

Na Zona #3 os participantes são convidados a desenvolver trabalhos de criação a partir de espaços físicos e sonoros, construindo assim uma linguagem e um universo particulares, e treinando diferentes formas de apresentação, métodos de criação, e trabalho em colaboração.

Os orientadores deste projecto são Joana Craveiro, Gonçalo Alegria e Rosinda Costa.

Preço: 350 euros
Vagas: 12 participantes

NOTA: Informamos que a GDA, Direitos dos Artistas, atribui um apoio a quem se candidatar ao Fundo Cultural e preencher os requisitos solicitados
Mais info em: http://www.gdaie.pt/fundocultural.php

TdV
Informações/Inscrições:

tm +351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org
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ZONA #2 Apresentação Final [Sociedade Guilherme Cossoul, Campolide]

28 Março 2010, 20.30h às 23h30
(apresentações em simultâneo, repetidas, intercalares)

Sociedade Guilherme Cossoul
Rua Prof Sousa da Câmara, 156 – Campolide, Lisboa

[entrada livre]

“Projecto Tarkovsky + 8 Intervenções a partir de um caderno diário”
Apresentação final referente à Zona #2 intitulada O que se vê: trabalho com, a partir de, por causa de, contra imagens várias

A Zona #2 teve como pontos de partida de criação imagens várias, diariamente fornecidas aos participantes e a partir das quais eles criaram intervenções performativas, textos, instalações. Algumas das imagens de partida foram também trazidas por eles.

Como projecto final, cada um desenvolveu e dirigiu uma criação de 8 minutos a partir de 6 imagens de Andrei Tarkovsky.
Imagens poderosas, misteriosas, que não se contam a si próprias – nós é que as contamos. Imagens em fuga, lentas, coloridas, em desaparecimento.

E ainda:
Um caderno trocado de mãos a cada 8 dias e onde registaram a realidade, ou o que dela restava. Eles ainda não sabem o que isto irá dar. Nós ainda não lhes dissemos.
E parece haver uma certa recorrência do número 8 nisto tudo. Sem dúvida uma coincidência.

“Apetece contar uma história tão estranha que as pessoas saiam aos tropeções de casa”
(Mário Cesariny)

O programa Zonas é o projecto pedagógico desenvolvido pelo Teatro do Vestido desde 2006. Assume-se enquanto laboratório de criação e colaboração, e tem como objectivo fornecer aos participantes diversas ferramentas de criação e pensamento sobre a prática performativa.

Criadores: Bruno Tibúrcio, Catarina Salgueiro, Joana de Verona, Lara Portela, Laura Carreira, Maria Aguiar, Miguel Coelho, Sónia da Silva.
Equipa TdV/Orientadores: Gonçalo Alegria, Joana Craveiro, Pedro Caeiro

Apoio: Sociedade Guilherme Cossoul

Informações:
+351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org
teatrodovestido.org

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FORA DE CASA POR AGORA 13ª Criação [Instituto Franco-Português, Lisboa]

Instituto Franco-Português - Av. Luis Bívar, 91, Lisboa
27 Fevereiro a 13 Março 2010 (quarta a sábado), 21.30h
Bilhete: 7.5 euros [desconto para estudantes e profissionais do espectáculo - 5 euros]

Em Fora de Casa por Agora, partimos do interior de uma casa, primeiro separados geograficamente, em quartos diferentes para construir uma casa ideal. Essa casa ideal não se tornou uma utopia, os dois inquilinos que a habitam, diferentes e desfasados um do outro, experimentam viver lá dentro.
Ela constrói, coloca, oferece. Ele anula, desenha, desiste.

Na construção deste trabalho fechámo-nos dentro de um palácio antigo que começou por ser a casa de Um para com o decorrer do tempo ter sido fracionado na casa de Muitos.
Passou das mãos de um aristocrata, para as de um comerciante que a dividiu. Depois ainda foi outras coisas. Depois foi votada a um abandono técnico e é pertença da cidade. Em muito a história do sítio espelha o nosso próprio processo.
Ainda que sejam dois actores em cena, há várias vozes que surgem, convidadas ou não a entrar nas nossas casas. E ficam, e ficam e não se levantam do sofá.

Estivemos lá fora. A fazer recados, a tratar das contas, a ficar em casa num dia de chuva: na nossa casa verdadeira. Tívemos obras em casa feitas num momento inoportuno (como sempre fora de horas) porque tinhamos de ir a um outro sítio estar com alguém.

Fora de Casa por Agora nada no redemoinho da convivencia humana num espaço limitado. Estamos sós. Vamos a festas. Estamos tristemente acompanhados. Convidamos alguém para jantar . Não conseguimos conviver e tombamos finalmente no chão, desistindo. Ou então visitamos alguém, um autor morto, dois autores mortos, n autores mortos.

Este é um trabalho desenvolvido em colaboração, com direcção de Gonçalo Alegria e interpretação de Joana Craveiro e Pedro Caeiro.

Direcção/Criação:
Gonçalo Alegria
Co-Criação/Interpretação: Joana Craveiro, Pedro Caeiro
Dramaturgia/Espaço Cénico: TdV
Iluminação: Gonçalo Alegria
Produção: Sandra Carneiro
Assistentes de Produção: Lara Portela, Maria Aguiar
Co-produção: Instituto Franco-Português

Apoio na divulgação: Fnac, Rádio Europa
Apoio Logístico: Bomba Suicida, Casa das Águas, c.e.m, EGEAC/CML, Horto do Campo Grande, metrostudio, MIIAC

Projecto Financiado pelo: Ministério da Cultura/Direcção Geral Artes

Informações/Reservas:
Tm +351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org
teatrodovestido.org

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CICLO Construção de Um Andar Modelo [Fnac do Chiado, Lisboa]

Forúm Fnac do Chiado, Lisboa
18 Fevereiro 2010, 18.30h

[Entrada livre]

Ciclo de palestras e leituras em torno da 13ª criação do Teatro do Vestido, Fora de Casa por Agora, a estrear no Instituto Franco-Português, dia 27 de Fevereiro 2010.

Este ciclo conta com a participação da equipa do TdV, que irá partilhar os seus materiais e questões que levaram à concepção de Fora de Casa por Agora. Teremos ainda a participação em vídeo de Maria Isabel Alegria, uma cidadã que já viveu em várias casas e em vários sítios.  Abrimos este espaço ao público para mostrar algum material inspiratório e oferecer uma reflexão sobre os temas de Fora de Casa por Agora.

Em Fora de Casa por Agora, partimos do interior de uma casa, primeiro separados geograficamente em quartos diferentes para construir uma casa ideal. Essa casa ideal não se tornou uma utopia, os dois inquilinos que a habitam, diferentes e desfasados um do outro, experimentam viver lá dentro. Ela constrói, coloca, oferece. Ele anula, desenha, desiste.
(+ info: teatrodovestido.org)

Informações:
TdV
+351 918 388 878
geral@teatrodovestido.org

Fora de Casa por Agora1

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