Por Joana Craveiro
Inventário de Património
Do que elas fizeram entre ontem e hoje, gostaria de falar do Inventário de Património.
Será o #3 da nossa apresentação.
A ideia era organizarem todo o material produzido até ao momento e apresentá-lo não performativamente mas sim de uma outra qualquer forma. No fundo, o material gerar mais material, variações sobre o material primeiro, derivações, despojos, coisas, enfim.
Dá-me sempre ideia de que andamos às voltas com isto das súmulas e das organizações, mas é isso mesmo que nos leva a escavar. Nesta escavação encontramos algo que ainda não sabíamos que queríamos dizer. Afinal era isto. Ou não era isto mas tornou-se nisto.
É de facto simples, mas de aparência complexa. Fiquemos nesta ideia de que é simples, porque isso ajuda-nos nos momentos de aflição – que são muitos. Escrevi sobre a crise de ontem, mas não referi que o caracter chinês para crise é também representativo de oportunidade. Ainda não encontrámos as oportunidades do ontem, mas sabemos que elas estão lá.
Hoje a Inês multiplicou os diabos, as catástrofes dos diabos, uma planta dos diabos – “as plantas têm cicatrizes,” disse ela, “na vida há uma data de reis dos elfos, uns louros, outros morenos, outros de cabelos encaracolados, uns que falam e uns que não”
Há uma frase do Breton que sempre sonhei citar, vou fazê-lo agora:
“gostaria de saber-vos loucamente amada.”
Ontem a Tânia depurou o Jogo das Sete Vidas, na sua complexa cabala de números e palavras chave.
A Rosinda presenteou-nos com uma lição de geografia do Inventário do Matrimónio, protagonizado pela Pinguim.
Fechemos por aqui o sumário, que tem frio.
Ainda sem palavras suficientes para vos saudar, mas plena de convicção em expressões como até breve, até sempre, até à vista, até à próxima
Despeço-me uma vez mais.
https://scamquestra.com/sozdateli/9-stanislav-kravcov-26.html